A menina baleada durante uma comemoração na comunidade da Fazendinha, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, recebeu alta médica e já está com a família. O caso aconteceu no último domingo, mobilizando moradores e equipes de saúde.
A vítima foi levada para a unidade de saúde logo após ser atingida. Os exames clínicos e a avaliação da equipe médica apontaram que não havia necessidade de cirurgia imediata para a retirada do projétil, o que garantiu a liberação da paciente para repousar em casa.
Menina ferida no Complexo da Penha tem alta e segue cuidados em casa
A identidade e a idade da criança não foram divulgadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente para preservar vítimas menores. A liberação do hospital aconteceu no dia seguinte à entrada da jovem na unidade de emergência.
Os médicos constataram que o estado clínico geral da jovem era estável. A equipe multidisciplinar decidiu que o procedimento cirúrgico naquele momento poderia trazer mais riscos do que benefícios, recomendando apenas o tratamento conservador.
Mesmo fora da unidade de saúde, a rotina da menina ainda envolve cuidados redobrados. A família recebeu orientações detalhadas da equipe médica para manter o acompanhamento periódico ambulatorial, monitorando a cicatrização e possíveis reações ao ferimento.
O que já se sabe sobre o caso
O episódio aconteceu durante uma festa que reunia moradores na localidade da Fazendinha, uma das áreas que compõem o conjunto de favelas do Complexo da Penha. Testemunhas relataram barulho de disparos que provocaram correria de pedestres.
Ainda não há confirmação sobre a origem exata do tiro que feriu a menor. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foi notificada sobre a entrada da paciente com marca de disparo de arma de fogo e deve apurar as circunstâncias do fato.
As investigações preliminares buscam identificar se ocorria algum confronto na região no momento exato em que a jovem foi atingida ou se o disparo partiu de armas manuseadas de forma irresponsável durante o evento festivo local.
Como fica a rotina da região
A rotina dos moradores da Fazendinha e dos acessos pela Estrada José Rucas segue tensa, mas sem bloqueios no trânsito ou interrupção confirmada de serviços públicos. As linhas de ônibus municipais que atendem a Penha circulam pelo itinerário normal.
As unidades de ensino e postos de saúde da região mantiveram os atendimentos regulares nos dias seguintes, embora os moradores relatem o medo constante causado pela violência armada. O policiamento costuma ser reforçado nas vias de acesso ao conjunto habitacional após episódios desse tipo.
Comerciantes da Penha continuam abrindo as portas, mas redobram os cuidados no encerramento do expediente no período noturno, prática comum em períodos de instabilidade na segurança dos bairros da Zona Norte carioca.
Como denunciar
Quem tiver informações que ajudem a identificar os responsáveis pelo disparo que feriu a menina pode colaborar com as forças policiais de forma totalmente anônima. O sigilo do denunciante é garantido por lei e os canais funcionam sem parar.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana.
- WhatsApp do Disque Denúncia: canal direto no número (21) 2253-1177 para envio de mensagens, fotos ou vídeos.
- Aplicativo oficial: ferramenta “Disque Denúncia RJ”, disponível para aparelhos Android e iPhone.
- Em emergências: a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pode ser acionada imediatamente pelo número de telefone 190.
O que fazer se você presenciar disparos
Moradores que vivem em áreas de conflito armado frequente devem adotar medidas de autoproteção ao menor sinal de tiros. A primeira atitude recomendada por especialistas de segurança pública é procurar abrigo longe de portas de madeira e janelas de vidro.
Dentro de imóveis residenciais, os cômodos internos, cercados por pelo menos duas paredes de alvenaria maciça, como corredores e banheiros, oferecem maior barreira contra projéteis perdidos. Nunca saia na rua para verificar a origem de disparos.
Caso alguém seja atingido, ligue com urgência para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo número 192 ou para o Corpo de Bombeiros Militar no telefone 193, mantendo a vítima deitada e calma até o socorro chegar.














