Menina autista de 14 anos some no Alemão e mobiliza a Zona Norte

A adolescente Maria Eduarda, de 14 anos, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), está desaparecida desde que saiu de casa no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. A família e a Polícia Civil realizam buscas pela jovem.

Buscas por jovem com autismo mobilizam moradores no Alemão

O sumiço aconteceu em um momento de descanso da família dentro de casa. De acordo com o relato da mãe, ela acabou cochilando no sofá da residência e, ao acordar, percebeu que a filha menor de idade não estava mais no local.

A mãe relatou que a jovem nunca teve o costume de ir para a rua desacompanhada. O susto foi imediato porque a adolescente necessita de cuidados constantes e apoio por conta do TEA, quadro que compromete sua capacidade de lidar sozinha com imprevistos no trânsito e na rua.

Logo após notar a ausência da garota, parentes e vizinhos começaram a procurá-la pelos acessos principais e becos da comunidade. Como não conseguiram localizá-la nas imediações, a responsável procurou imediatamente as autoridades para registrar o boletim de ocorrência.

Cartão de transporte foi usado rumo à Baixada Fluminense

Durante a checagem dos pertences em casa, a família descobriu que o cartão de transporte RioCard pertencente à mãe também tinha desaparecido. Esse detalhe se tornou a pista mais concreta no trabalho de localização da jovem.

O sistema eletrônico de bilhetagem acusou que o passe foi validado em uma linha de ônibus municipal ou intermunicipal com trajeto direcionado a Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense. A constatação ampliou o raio de buscas para além da Zona Norte da capital fluminense.

Investigadores agora tentam rastrear o número da linha de ônibus e o horário exato da validação para solicitar imagens das câmeras do coletivo. O objetivo é checar se Maria Eduarda entrou sozinha no veículo ou se estava acompanhada de alguém durante a viagem.

O que já se sabe sobre o caso

A investigação policial segue em andamento para refazer os passos da jovem desde o momento em que ela deixou a comunidade. Até o momento, os pontos confirmados na apuração oficial incluem:

  • A adolescente tem 14 anos, diagnóstico de TEA e residência no Complexo do Alemão;
  • O sumiço foi notado logo após a mãe acordar, sem que vizinhos tivessem percebido a saída da menina;
  • O cartão de transporte foi registrado no trajeto com destino a Duque de Caxias;
  • A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro acompanha o caso por meio da delegacia da região.

A polícia ainda apura em qual ponto exato a adolescente embarcou e onde ela teria descido na Baixada Fluminense. Até a última atualização, o paradeiro de Maria Eduarda continuava desconhecido.

Como denunciar

Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Maria Eduarda pode entrar em contato diretamente com as autoridades. Não é preciso se identificar, e o anonimato é garantido por lei para quem quiser colaborar com as buscas.

O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia e atende pelo telefone (21) 2253-1177, além do número gratuito 0300 253 1177 para ligações vindas de fora da capital. Também é possível enviar mensagens e pistas pelo aplicativo oficial Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp da entidade no número (21) 98849-6099.

Em caso de contato visual imediato com a adolescente, a orientação é acionar a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro discando 190. Mantenha a vigilância sobre a jovem com cautela até a chegada de uma viatura da polícia ou da equipe de assistência social.

O que fazer se você foi vítima de desaparecimento

Em episódios de sumiço de familiares, especialmente de crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência, não se deve esperar 24 horas para procurar ajuda. A lei brasileira exige que a investigação policial comece de forma imediata assim que a comunicação for feita.

O responsável deve procurar a delegacia da Polícia Civil mais próxima da área ou a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), localizada na Cidade da Polícia, na Rua Dom Hélder Câmara, 2066, no Jacarezinho. Leve uma foto nítida e recente da pessoa, além de documentos pessoais como certidão de nascimento, documento de identidade e comprovante de endereço.

Também é fundamental informar aos policiais os detalhes da roupa que a pessoa usava na hora em que foi vista pela última vez, remédios de uso controlado e locais que ela costumava frequentar. O registro formal da ocorrência permite acionar rapidamente as câmeras urbanas e o alerta conjunto com rodoviárias e empresas de transporte coletivo.

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