Menina achada em piscina em Duque de Caxias morreu afogada, diz laudo

O laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a menina Eloise Eloá Cordeiro Alves, de 4 anos, morreu por afogamento após ser achada na piscina de um vizinho em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O documento descartou sinais de abuso.

A confirmação pericial traz as primeiras respostas técnicas sobre a tragédia que abalou a comunidade de Santa Lúcia no início do mês. O corpo da criança foi localizado dentro do imóvel vizinho após horas de buscas desesperadas de parentes e moradores.

Laudo descarta violência e aponta asfixia por água

O exame pericial elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a causa direta da morte da menina de 4 anos foi asfixia mecânica por afogamento. De acordo com as informações obtidas com a apuração policial, o exame físico detalhado não encontrou nenhuma marca de agressão, traumatismo prévio ou indício de violência sexual no corpo da menina.

A resposta pericial era aguardada com muita tensão pelos familiares de Eloise Eloá. A ausência de marcas de agressão física afasta a suspeita inicial levantada nas redes sociais de que a vítima pudesse ter sofrido violência antes de cair na água, mas o inquérito policial permanece aberto para apurar as circunstâncias exatas da entrada da criança no quintal vizinho.

Os agentes continuam ouvindo depoimentos para entender o trajeto percorrido pela menina. O ponto central agora é determinar se houve facilitação de acesso, negligência na guarda de áreas perigosas ou falha no isolamento da residência com a piscina.

O que já se sabe sobre o caso

A cronologia confirmada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e relatada pelos familiares mostra que Eloise sumiu na tarde de uma quarta-feira. A criança brincava com outros garotos na porta da própria residência, localizada em uma rua da comunidade Santa Lúcia.

A mãe da menina havia saído momentaneamente para acompanhar a avó de Eloise a uma consulta médica de rotina. Ao retornar para o imóvel pouco tempo depois, a mulher não encontrou mais a filha no local onde ela brincava com as outras crianças.

Parentes e vizinhos organizaram buscas imediatas pelas vielas de Santa Lúcia durante a tarde e a noite daquele dia. Cartazes com fotos foram compartilhados em grupos de mensagens da Baixada Fluminense na tentativa de localizar pistas sobre o paradeiro da menina de 4 anos.

Na manhã de quinta-feira, dia 1º, o desfecho trágico foi confirmado. Moradores encontraram o corpo de Eloise boiando na piscina de uma casa vizinha, imóvel que fica a poucos metros da casa onde a família da vítima reside.

Quem responde por isso e como anda o inquérito

O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que instaurou inquérito regular para formalizar todas as oitivas. A perícia de local foi realizada no imóvel onde o afogamento ocorreu logo após a retirada do corpo pelos bombeiros.

Os investigadores trabalham para esclarecer como a menina de 4 anos conseguiu transpor muros, portões ou cercas que separavam as duas propriedades. A polícia quer saber se o portão da residência onde fica a piscina estava destrancado ou se havia alguma passagem aberta para o quintal.

O proprietário do imóvel e testemunhas locais prestaram depoimento para esclarecer se o dono estava presente na hora em que a menina sumiu. A apuração policial avaliará se cabe responsabilização penal por omissão de cautela, abandono de incapaz ou se o fato ocorreu em um momento imprevisto sem a ciência de terceiros.

Como denunciar casos e colaborar com investigações

A população pode ajudar as autoridades enviando informações que auxiliem a esclarecer casos em apuração na Baixada Fluminense. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro recebe informações anônimas durante 24 horas por dia por telefone e aplicativo.

  • Telefone central: (21) 2253-1177 (ligação gratuita ou com custo de ligação local, sem identificador de chamada)
  • WhatsApp anônimo: (21) 2253-1177
  • Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares Android e iOS

As denúncias também podem ser formalizadas diretamente no balcão da delegacia da Polícia Civil mais próxima do bairro, onde o informante pode solicitar sigilo absoluto de seus dados para garantir a segurança da própria família.

O que fazer em caso de desaparecimento de crianças

Em ocorrências envolvendo o sumiço de menores de idade, a legislação brasileira estabelece que a busca deve ser iniciada de imediato pelos órgãos policiais. Não é necessário aguardar o prazo de 24 horas para registrar a ocorrência, regra antiga que não tem validade perante a lei.

Assim que constatar o sumiço, o responsável deve procurar imediatamente a delegacia da Polícia Civil da região ou a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). É fundamental levar foto recente e nítida da criança, certidão de nascimento, documento com foto do responsável e detalhes das roupas usadas.

O registro do Boletim de Ocorrência gera alerta automático nas bases integradas de segurança e aciona redes hospitalares e conselhos tutelares da Baixada Fluminense. A comunicação imediata aumenta drasticamente as chances de resgate de crianças pequenas em situações de perigo.

Limpatech