MC Poze é intimado a depor nesta terça após denúncia no Rio

O cantor Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido popularmente como MC Poze do Rodo, foi formalmente intimado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos nesta terça-feira sobre uma apuração de estupro envolvendo uma adolescente na capital fluminense.

Investigação sobre caso envolvendo adolescente corre em sigilo policial

Segundo a corporação policial, a oitiva foi agendada para dar andamento ao inquérito instaurado logo após o registro da queixa. Os investigadores buscam confrontar os relatos apresentados com depoimentos de testemunhas e elementos reunidos até aqui pela equipe responsável.

A investigação corre sob sigilo, prática comum estabelecida pela legislação brasileira em casos que envolvem supostos crimes contra a dignidade sexual, sobretudo quando há menores de idade citados nos autos. A defesa de MC Poze ainda não divulgou nota pública com detalhes sobre a estratégia do cantor perante a autoridade policial.

Não há até o momento confirmação formal do horário exato em que o depoimento será colhido, nem se o artista comparecerá presencialmente ou por meio de seus advogados constituídos. A Polícia Civil mantém discrição para resguardar a integridade dos depoentes e preservar as provas anexadas ao procedimento.

O que já se sabe sobre o caso

O caso passou a ser investigado após uma acusação formal chegar aos agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A denúncia aponta a ocorrência de crime sexual contra uma jovem menor de dezoito anos.

Por se tratar de apuração inicial, a polícia esclarece que MC Poze figura formalmente como intimado a prestar esclarecimentos e suspeito no inquérito. Nenhuma medida cautelar extrema, como pedido de prisão preventiva, foi divulgada pelas autoridades até o início da manhã desta terça-feira.

A equipe de reportagem busca contato com os representantes legais do funkeiro e atualizará o caso assim que houver manifestação oficial ou término da sessão de depoimento na delegacia.

Quem responde pela investigação

O inquérito é conduzido pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que analisa o histórico dos fatos, depoimentos de eventuais testemunhas e laudos técnicos periciais. As delegacias especializadas, como as Delegacias de Atendimento à Mulher e a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, costumam dar suporte técnico em ocorrências com esse perfil.

A corporação não divulgou detalhes sobre apreensão de celulares ou pedidos de busca. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanha os desdobramentos como fiscal da ordem jurídica e avaliará se apresenta denúncia formal à Justiça ao final do inquérito policial.

Como denunciar casos de violência sexual

Moradores da capital, Baixada Fluminense ou qualquer região do estado que presenciem ou tenham informações sobre crimes sexuais e abusos contra menores contam com canais diretos e anônimos mantidos pelo poder público:

  • Disque Denúncia RJ: atendimento pelo telefone (21) 2253-1177 ou via WhatsApp no mesmo número, com funcionamento 24 horas por dia e garantia total de sigilo da fonte.
  • Disque 100: canal federal dos Direitos Humanos voltado especificamente para violações contra crianças e adolescentes, disponível gratuitamente de qualquer aparelho celular.
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: acionamento emergencial pelo número 190 quando o flagrante estiver em andamento.

O que fazer se você foi vítima de violência

Quem passa por uma situação de violência sexual no Rio de Janeiro deve procurar atendimento imediato na rede pública de saúde ou diretamente em uma unidade policial. Nas primeiras 72 horas, é fundamental receber a profilaxia médica contra infecções sexualmente transmissíveis e contracepção de emergência.

Para formalizar a ocorrência, a vítima ou seu responsável legal pode procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher mais próxima ou qualquer Delegacia de Polícia distrital aberta 24 horas. O atendimento humanizado é direito garantido por lei, e exames periciais no Instituto Médico-Legal são realizados por encaminhamento da própria autoridade policial.

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