Figura ativa da vida política do estado do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense no Congresso Nacional, o deputado federal Max Lemos (PDT) recebeu o POVO para uma entrevista sobre a atuação de Luiz Inácio Lula da Silva à frente da Presidência da República. Ex-prefeito de Queimados por dois mandatos, ex-secretário de Infraestrutura e Obras do Rio de Janeiro e ex-deputado estadual, Max Lemos exaltou o desempenho do presidente nos dois primeiros governos, elogiou o trabalho dos atuais ministros e exaltou o Minha Casa Minha Vida, o Pé-de-Meia e a ampliação da rede de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs).
Mas deixou claro que está na hora de Lula voltar a dialogar com o Congresso e ouvir a população. “A classe política e o povo querem de volta o presidente Lula de antes, o líder mundial que conhecemos, aquele que governou com determinação e transformou a vida dos brasileiros”, diz Max Lemos, que em sua trajetória política participou ativamente da emancipação de Queimados, onde foi vereador, presidente da câmara e reeleito prefeito da cidade com 93% dos votos.
POVO: Quais foram os principais avanços do país nos dois primeiros governos Lula?
MAX LEMOS: Os primeiros mandatos do presidente marcaram a transformação na vida dos brasileiros, especialmente entre os mais pobres. Com uma taxa de juros menor, as camadas mais humildes da população puderam realizar sonhos antes distantes, como comprar um carro, viajar, financiar a casa própria ou abrir um negócio. Com a economia aquecida, Lula implementou programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o ProUni e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que impulsionaram obras de infraestrutura e expandiram unidades de saúde e educação por todo o país. Essas e outras centenas de iniciativas proporcionaram mais dignidade e oportunidades a milhões de brasileiros, que antes eram privados de direitos fundamentais.
POVO: E como era a relação do presidente com o Congresso Nacional?
MAX LEMOS: Lula sempre esteve pessoalmente envolvido com a classe política, tratando-a como um pilar essencial para o crescimento do Brasil. Seu diálogo próximo e atento com os parlamentares foi crucial para viabilizar os programas que reduziram as desigualdades sociais nos estados e municípios. Essa articulação política resultou na união de parlamentares de diferentes correntes ideológicas, que formaram uma trincheira de luta em defesa do governo e do próprio presidente. Não por acaso, os frutos desse trabalho foram sentidos nas ruas: Lula conquistou aprovação popular recorde e foi aclamado de Norte a Sul do país, por brasileiros que se orgulhavam de ver nossas empresas em pleno crescimento e com uma vasta oferta de empregos.
POVO: O cenário atual, porém, é bem diferente do que vivemos nos dois primeiros mandatos. O que está acontecendo?
MAX LEMOS: Reconhecemos os esforços que vêm sendo feitos em diversas áreas do Governo Federal, mas é essencial que Lula reassuma uma postura mais presente como chefe de Estado. É preciso eliminar intermediários, derrubar as barreiras que dificultam o acesso direto a ele e fortalecer o diálogo com o Congresso. A ampla maioria dos parlamentares anseia pela valorização e pela proximidade que marcaram os primeiros mandatos do presidente, para unir forças no enfrentamento dos desafios nacionais. Essa reaproximação política traria impactos positivos tanto ao Parlamento quanto à sociedade. Para além dos limites da Câmara, a população sentirá na prática os efeitos desta força-tarefa e terá ainda mais orgulho de tê-lo eleito presidente pela terceira vez. Queremos Lula de volta.
POVO: O que o senhor destaca como aspectos positivos destes dois anos de governo?
MAX LEMOS: Algumas iniciativas do governo indicam que aquele Lula ainda está presente, como o retorno do programa Minha Casa Minha Vida, a criação do Pé-de-Meia e a ampliação da rede de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), com a previsão de cem novas unidades. Além disso, há um foco na valorização da infraestrutura, com investimentos em portos, rodovias e em setores como turismo e cultura. Destaco a atuação dos ministros Renan Filho, Jader Barbalho Filho, Silvio Costa Filho e Celso Sabino. É fundamental, ainda, reconhecer a sensibilidade da ministra Margareth Menezes, que resgatou o protagonismo da cultura como agente transformador de vidas. Da mesma forma, ressalto o trabalho do ministro Carlos Lupi, que, à frente da Previdência Social, tem atuado incansavelmente para reduzir as filas de atendimento, com uma gestão pautada pela transparência e credibilidade.
POVO: Segundo especialistas, a queda na aprovação do governo está diretamente ligada ao aumento dos preços dos alimentos e à taxa de juros. Como recuperar a confiança da população?
MAX LEMOS: O país está muito longe das expectativas geradas com o retorno do Lula, enquanto a população segue cada vez mais sufocada por taxas de juros abusivas. É urgente reduzir os preços para devolver ao povo o poder de compra e a esperança de um futuro melhor. Mais do que nunca, é fundamental ouvir e se reconectar com os anseios populares, que clamam por melhores condições de vida nos estados e municípios. Ao iniciar a segunda metade do mandato, fica o apelo: a classe política e o povo querem de volta o presidente Lula de antes, o líder mundial que conhecemos, aquele que governou com determinação e transformou a vida dos brasileiros. Sabemos que esse líder ainda existe, e queremos vê-lo à frente desse projeto de nação.














