O Maracanã começou nesta segunda-feira (28) a raspagem total do seu gramado para a troca completa da cobertura vegetal. O estádio corre contra o relógio para aprontar o novo piso antes do próximo dia 8 de outubro.
Troca emergencial do campo do Maracanã começou nesta segunda-feira
A remoção completa da grama antiga foi a solução encontrada pela gestão formada por Flamengo e Fluminense para resolver as falhas que vinham irritando jogadores e comissões técnicas. O estádio recebeu no último fim de semana a partida da liga de futebol americano dos Estados Unidos, a NFL, entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, o que exigiu reforço na estrutura do piso.
Máquinas pesadas trabalham no campo para raspar toda a camada superficial castigada pelo excesso de pisoteio e pelo clima úmido registrado ao longo do mês de setembro. A intenção dos administradores é instalar novos rolos de grama natural do tipo Bermuda Celebration, que já estavam reservados e cultivados fora da capital fluminense.
O material novo estava plantado em uma fazenda especializada no município de Saquarema, na Região dos Lagos. A retirada da grama dependia de dias secos e com temperatura mais alta para o transporte seguro até a Zona Norte carioca, condição climática que finalmente se confirmou nos últimos dias.
Quando o estádio reabre para os jogos de futebol
O cronograma da reforma prevê que o estádio esteja completamente liberado para a partida marcada para 8 de outubro de 2026. Nesse dia, o Fluminense enfrenta o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro da Série A, marcando a reabertura dos portões ao público.
Até a data do confronto, os agrônomos responsáveis pelo campo vão acompanhar a fixação das placas de grama e realizar o corte milimétrico. Caso haja atraso nos trabalhos ou chuva excessiva durante o processo de colagem das leivas, o jogo pode ter sua logística revista pelos clubes administradores.
Para quem costuma acompanhar as partidas nas arquibancadas, a bilheteria e a organização de acessos continuam com a programação normal para o dia 8. A estação de metrô e trem Maracanã funcionará nos horários regulares de partidas noturnas e fins de semana, operados por SuperVia e MetrôRio.
Por que o gramado precisou ser arrancado às pressas
O campo vinha recebendo uma maratona intensa de confrontos com intervalos de menos de 48 horas entre os jogos de Flamengo e Fluminense. O alto volume de partidas somado às chuvas fortes de setembro provocou poças d’água e buracos que prejudicaram a drenagem natural.
De acordo com a administração do estádio, chefiada pelo diretor Fred Nantes, o excesso de umidade impediu o uso de máquinas modernas de tratamento, incluindo a iluminação artificial usada para aquecer e secar o solo. A situação levou os atletas a reclamarem publicamente da instabilidade do piso.
Para receber o confronto de futebol americano da NFL, o Maracanã passou por uma força-tarefa especial durante a Data Fifa, quando o calendário brasileiro ficou paralisado. Naquela ocasião, uma máquina especial costurou fios sintéticos entre as folhas naturais para evitar que o campo se despedaçasse durante os choques pesados dos atletas americanos, mas a substituição total continuou inevitável.
O que muda no planejamento para os primeiros meses de 2027
A troca realizada agora é uma medida paliativa para terminar a temporada em curso. A diretoria que administra o estádio já avisou que haverá uma intervenção muito mais profunda na virada de ano, entre os meses de dezembro e janeiro de 2027.
Nessa nova etapa, a espécie vegetal atual sairá de cena para a entrada da Celebration Hybrid, uma tecnologia mais moderna que promete tolerar melhor o pisoteio constante e as variações do clima carioca. A reforma definitiva vai coincidir com uma agenda pesada de eventos artísticos.
O estádio receberá shows internacionais no dia 15 de janeiro, com as bandas System Of A Down e Faith No More. Por causa das estruturas metálicas de palco e do tempo necessário para recuperar o piso novo, Flamengo e Fluminense devem atuar longe do Maracanã nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca de 2027, precisando mandar partidas preliminares em praças alternativas como o Estádio Nilton Santos, o Raulino de Oliveira em Volta Redonda ou o Luso-Brasileiro na Ilha do Governador.















