Lula defende o SUS como “revolução” e propõe modelo brasileiro para outros países, inclusive para Donald Trump.
Em um evento no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou os avanços do Sistema Único de Saúde (SUS), declarando que a área vive uma verdadeira “revolução”. Ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, Lula destacou o compromisso do governo com a saúde universal.
O presidente fez questão de ressaltar que o SUS garante tratamento igualitário a todos os brasileiros, independentemente de sua condição financeira. Ele usou sua própria experiência com o tratamento de câncer de próstata como exemplo, afirmando que o acesso à tecnologia médica deve ser um direito de todos.
Lula pediu que Tedros Adhanom Ghebreyesus levasse a mensagem sobre o SUS diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo é mostrar que um país em desenvolvimento, como o Brasil, consegue oferecer um sistema de saúde de qualidade para toda a sua população, um contraste com as intenções de Trump de cortar verbas da OMS.
Igualdade no acesso à saúde: um direito de todos
O presidente enfatizou que o tratamento de saúde não deve ser privilégio dos ricos, mas sim um direito de quem está doente. “Qualquer pessoa mais humilde que precisar fazer radioterapia vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará”, declarou Lula.
Ele reforçou a visão de que países em desenvolvimento também podem e devem oferecer atendimento médico de excelência. A meta é provar ao mundo que a pobreza não deve ser um impeditivo para receber assistência médica adequada, evitando mortes por falta de atendimento.
Avanços e desafios do SUS
Apesar de reconhecer que ainda há “muita coisa para ser feita”, Lula classificou as ações recentes como uma “revolução na saúde brasileira”. Ele reiterou que o Estado tem o papel fundamental de garantir o acesso aos serviços de saúde, sem qualquer distinção de renda.
“Não é a conta bancária que deve salvar uma pessoa. Quem deve salvar as pessoas é o compromisso do Estado brasileiro”, afirmou o presidente, reforçando a importância do SUS como um pilar de proteção social.
Expansão da prevenção e divulgação internacional
O governo pretende intensificar as políticas de prevenção de doenças, visando reduzir a incidência de enfermidades na população. Lula solicitou ao diretor-geral da OMS que divulgue internacionalmente a experiência bem-sucedida do SUS.
“Quero que ele saia daqui para mostrar ao mundo que é possível tratar o povo com respeito, independentemente da cor, do sexo, da religião ou da conta bancária. Aqui no Brasil, nós gostamos de cuidar de gente”, concluiu o presidente, ressaltando o valor humano do sistema de saúde brasileiro.














