Lula chega a Nova York para Assembleia Geral da ONU e promete discurso firme sobre soberania brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Nova York na noite deste domingo, 20 de setembro, para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele é um dos líderes mundiais que discursarão no evento anual, que reúne representantes dos 193 países membros da organização.
Antes de embarcar para os Estados Unidos, Lula utilizou as redes sociais para adiantar os temas de sua agenda. Em uma publicação, o presidente ressaltou que o Brasil é uma nação soberana, com economia forte, que cuida de seu povo e de suas riquezas, e que “respeita todo mundo e exige respeito”.
A viagem teve início em Brasília por volta das 10h30, com chegada prevista para as 18h15 no Aeroporto Internacional John F. Kennedy. A agenda de Lula na cidade inclui um encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, nesta segunda-feira, 21 de setembro, antes de sua participação oficial na Assembleia Geral, marcada para terça-feira, 22 de setembro. Conforme informação divulgada pelo Metrópoles, tradicionalmente, o presidente do Brasil é quem abre os discursos na Assembleia Geral, seguido pelo representante do país anfitrião, os Estados Unidos. Há expectativa de um encontro nos bastidores com o presidente Donald Trump, como ocorreu no ano anterior.
Entenda a Assembleia Geral da ONU e o papel do Brasil
A Assembleia Geral da ONU é a principal reunião de líderes da organização, ocorrendo anualmente entre setembro e dezembro. Composta por 193 países, cada um possui direito a um voto nos debates. O tema central deste ano é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Lula defenderá reforma do Conselho de Segurança
Durante seu discurso, o presidente Lula deve defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O colegiado conta com cinco membros permanentes – Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China – que possuem poder de veto sobre as decisões da organização. Lula argumenta que essa estrutura beneficia seus membros permanentes, que votam de acordo com seus próprios interesses.
O modelo atual, segundo o presidente e membros do governo brasileiro, tem se mostrado incapaz de evitar guerras e solucionar conflitos. Desde a fundação da ONU, o Brasil pleiteia um assento fixo no Conselho de Segurança, além da inclusão de um representante africano, visando maior representatividade e equilíbrio nas decisões globais.
Brasil busca maior protagonismo internacional
A participação de Lula na Assembleia Geral da ONU reforça o desejo do Brasil de retomar seu protagonismo no cenário internacional. A defesa de um sistema multilateral mais justo e representativo é um dos pilares da política externa brasileira sob a atual gestão. A expectativa é que o discurso do presidente aborde também temas como desenvolvimento sustentável, combate à fome e à pobreza, e a necessidade de cooperação global para enfrentar os desafios contemporâneos.













