Lula na COP30 cobra transição das energias fósseis com flexibilidade

Lula

O Lula na COP30 reforçou nesta quarta-feira (19) que o abandono das energias fósseis deve ser tratado como prioridade absoluta nas negociações climáticas, mas defendeu que cada país tenha liberdade para realizar sua transição no próprio ritmo. De volta a Belém na reta final da conferência, o presidente afirmou que a flexibilidade é essencial para permitir avanços reais nas metas ambientais.

O Brasil busca consolidar a primeira COP realizada na Amazônia como um marco positivo, e Lula destacou que a construção de consenso depende de reconhecer desigualdades econômicas e capacidades distintas entre as nações. Ele afirmou que cada governo deve poder determinar “o que pode fazer dentro do seu tempo e das suas possibilidades” para abandonar combustíveis emissores de gases de efeito estufa.

As discussões sobre um mapa global para essa transição são um dos pontos mais sensíveis da conferência. Há mais de 80 países pressionando por um documento com prazos claros e etapas definidas, enquanto produtores de petróleo, como a Arábia Saudita, resistem a compromissos mais rígidos. Lula reconheceu o desafio e afirmou que é preciso demonstrar vontade política para reverter o uso de combustíveis fósseis, lembrando que o Brasil é o oitavo maior produtor de petróleo do mundo.

Durante sua fala, Lula comentou que espera “algum dia” convencer Donald Trump sobre o risco representado pelas mudanças climáticas e disse estar otimista com o andamento das conversas. O Greenpeace, porém, ponderou que o discurso precisa se refletir de forma concreta no texto final da conferência, que só se encerra oficialmente na sexta-feira (21).

O Brasil também anunciou na COP30 que a Alemanha investirá € 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa lançada durante o evento e voltada para a preservação de florestas tropicais. O aporte foi visto como um sinal de confiança internacional no papel do país na agenda ambiental.

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