Liliam Sá defende união das mulheres na política e maior rigor contra a impunidade

Com a bagagem de três mandatos como vereadora na capital e uma passagem marcante pela Câmara dos Deputados — onde foi relatora da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes —, a radialista e ex-parlamentar Liliam Sá disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Em entrevista ao Jornal O POVO, a pré-candidata apontou a necessidade de fortalecer a bancada feminina e criticou a postura do sistema político em relação às mulheres.

Para Liliam Sá, o principal motivo para buscar uma vaga no Legislativo estadual é a proximidade com o eleitorado.

“Eu venho a estadual para fazer a mesma coisa que fiz em Brasília, mas no Rio de Janeiro, onde fico mais perto das pessoas, das mulheres e das crianças. Lá em Brasília a gente fica muito longe do nosso povo”, explicou.

A ex-deputada ressaltou os obstáculos enfrentados pelas mulheres no meio político, citando a disparidade de recursos e a falta de apoio partidário real.

Segundo ela, a cota atual de 30% para candidaturas femininas costuma ser cumprida apenas de forma pro forma. Ela defende que a legislação mude para um modelo de paridade mais rígido nas chapas.

“Tinha que mudar essa lei e colocar que, para cada dois homens que entram na política, entra uma candidata mulher”, destacou.

Durante a entrevista, Liliam Sá reiterou que a presença feminina nos parlamentos traz um olhar mais sensível a pautas fundamentais, como a saúde da mulher, o apoio às crianças e o amparo a famílias atípicas e a pessoas com doenças raras. Ela enfatizou que a atuação legislativa não deve se limitar a divergências partidárias.

“As mulheres precisam se unir, independentemente de serem de situação ou de oposição, pelo bem comum”, enfatizou.

Outro ponto de destaque na fala da ex-parlamentar foi a cobrança por maior rigor no cumprimento das leis de proteção à mulher e no combate a crimes contra crianças. Ela criticou falhas na fiscalização da execução das penas e denunciou situações em que agressores e abusadores são beneficiados por brechas jurídicas.

“A mulher tem que conhecer as leis que a protegem. Quando uma mulher conhece os seus direitos, ela muda não só o Estado, mas o país, a sua casa e a sua vida”, concluiu.

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