Líder do CV com 260 anos de pena é presa na Bolívia após fugir de prisão

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, em ação conjunta com as forças policiais da Bolívia, prendeu nesta terça-feira a criminosa Angélica Saraiva de Sá, conhecida pelo apelido de Angeliquinha. Apontada como uma das principais lideranças da facção Comando Vermelho, ela estava foragida do sistema prisional e foi localizada no município de Santa Cruz de la Sierra.

A mulher acumula condenações que somam mais de 260 anos de prisão por diversos crimes ligados ao tráfico de drogas e organização criminosa. A captura põe fim ao período em que a acusada tentava se esconder fora do território brasileiro para continuar no comando de operações ilícitas do grupo.

Líder da facção foi capturada em operação internacional

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades policiais responsáveis pela operação, a investigada atuava com forte influência no extremo norte de Mato Grosso. Mesmo de longe, ela mantinha o controle sobre o fluxo de entorpecentes e ordens tomadas no meio da facção criminosa nas regiões de fronteira.

A ação internacional exigiu dias de monitoramento e troca contínua de inteligência entre a Polícia Civil de Mato Grosso e os agentes bolivianos. A localização em Santa Cruz de la Sierra foi confirmada após o cruzamento de dados que indicavam que ela utilizava a cidade como ponto estratégico de apoio e fuga.

Como ocorreu a fuga do sistema prisional

Angeliquinha estava detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, localizada na cidade de Cuiabá. A fuga ocorreu no dia 17 de agosto, momento em que a criminosa conseguiu burlar a segurança da unidade fabril ou das celas do presídio estadual e desaparecer sem deixar rastros imediatos.

Desde o momento da fuga da unidade prisional, a Polícia Civil abriu um inquérito específico para apurar as circunstâncias e identificar possíveis facilitação ou falhas no esquema de vigilância do presídio. As buscas ganharam prioridade total devido ao alto grau de periculosidade da detenta no organograma da facção.

Qual era o papel da acusada no Comando Vermelho

As investigações apontam que a mulher não exercia um papel secundário no grupo. Pelo contrário, ela figurava na alta cúpula decisória da facção na região centro-oeste do país, comandando a distribuição de armas e entorpecentes e articulando ações de impacto do grupo armado.

Com uma pena acumulada de mais de dois séculos de reclusão, ela era considerada uma peça fundamental para a manutenção das rotas de tráfico que ligam o país produtor aos grandes centros urbanos do Brasil, incluindo as conexões com as redes que abastecem os pontos de vendas em estados do Sudeste.

Como fica o processo de extradição e custódia

A partir do momento em que a prisão foi efetuada no território boliviano, os órgãos de segurança iniciaram os trâmites burocráticos ao lado do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para trazer a detenta de volta ao Brasil. Ela deve passar pelos procedimentos formais de expulsão ou extradição rápida.

Assim que desembarcar no Brasil, Angeliquinha será reconduzida a um presídio de segurança máxima para cumprir a continuidade do montante da sua pena. As autoridades policiais garantem que a vigilância sobre a detenta será redobrada para evitar novas tentativas de evasão do sistema penitenciário.

Como denunciar paradeiro de criminosos

A população do Rio de Janeiro e de outros estados pode colaborar diretamente com a localização de foragidos da justiça de alta periculosidade, atuando de forma integrada com os órgãos de segurança pública. O canal oficial para o envio de informações sem a necessidade de identificação é o Disque Denúncia.

No Rio de Janeiro, o cidadão pode ligar para o telefone 2253-1177, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Também é possível repassar detalhes de movimentações suspeitas pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo portal oficial na internet, garantindo sigilo absoluto ao denunciante.

O que fazer em caso de atividade de facções no seu bairro

Se você notar movimentações atípicas em sua região, como veículos abandonados, presença de homens armados ou imóveis usados como esconderijo, a orientação das forças policiais é nunca confrontar a situação nem demonstrar alarde público no local.

A recomendação é acionar imediatamente o número emergencial da Polícia Militar pelo 190. Para registros formais de ocorrências ou investigação de ameaças locais, o morador deve procurar a delegacia de Polícia Civil mais próxima de sua residência portando documentos oficiais de identificação.

Foto: Metropoles

Limpatech