Licitação no Terreirão do Samba é cancelada pela Prefeitura e consórcio reage

Terreirão do Samba

A licitação no Terreirão do Samba foi oficialmente cancelada pela Prefeitura do Rio, que decidiu suspender o processo para incluir o espaço no grande projeto de reurbanização do entorno do Sambódromo. A medida, anunciada pelo prefeito Eduardo Paes, altera o rumo do planejamento para a área e provocou reação imediata do consórcio Praça 11, responsável pela proposta vencedora.

A justificativa do município é que o Terreirão precisa ser reorganizado dentro do novo desenho urbanístico do Centro, que prevê a demolição do viaduto da Praça Onze, a criação de uma ampla área verde, uma biblioteca pública e adequações viárias que conectem toda a região. Segundo a Prefeitura, manter a licitação ativa poderia comprometer a integração do conjunto arquitetônico planejado para a Marquês de Sapucaí.

O consórcio Praça 11, liderado pelo empresário Sávio Neves, criticou a revogação e afirmou que a suspensão do processo cria insegurança jurídica. Neves declarou que o grupo vai recorrer administrativamente para assegurar os direitos previstos no edital e evitar que a decisão abra precedentes para futuras disputas envolvendo concessões municipais.

Para o consórcio, o cancelamento afeta investimentos já planejados e interrompe um cronograma que previa o início das obras nos próximos meses. O grupo também argumenta que o projeto proposto poderia contribuir para revitalizar a região e movimentar o turismo cultural ao longo de todo o ano.

A proposta original transformaria o Terreirão em uma espécie de cidade cenográfica inspirada no casario do início do século XX, homenageando figuras históricas como Tia Ciata e reforçando a memória da antiga Praça Onze, considerada o berço do samba carioca. A ideia incluía espaços permanentes de convivência, atrações culturais e uma ambientação que remetesse à formação do samba no Rio.

Com o cancelamento, o futuro do equipamento volta ao ponto de partida e será incluído na elaboração final do pacote urbanístico da Prefeitura, ainda sem cronograma definido. O consórcio Praça 11 promete insistir na defesa de seus direitos, mantendo o impasse aberto até que o município apresente os próximos passos do redesenho da área.

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