A licitação dos ônibus do Rio foi antecipada pela Prefeitura e deve começar ainda este ano, com a meta de substituir todos os coletivos até 2028. O processo, que antes estava previsto apenas para daqui a três anos, foi detalhado nesta quarta-feira (28), em um evento que reuniu o prefeito Eduardo Paes e a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio.
De acordo com a Prefeitura, a cidade conta hoje com cerca de 4 mil ônibus que transportam 2,8 milhões de passageiros diariamente, cobrindo 89% da população carioca. A nova licitação será realizada em quatro fases, começando pela Zona Oeste, região que apresenta os maiores problemas de eficiência no serviço.
A gestão municipal também apresentou o Índice de Qualidade de Transporte (IQT), ferramenta que será usada para avaliar o desempenho dos operadores. O índice leva em consideração sete critérios: atendimento ao plano operacional, faixas sem atraso, idade média da frota, regularidade, infrações disciplinares, ar-condicionado e satisfação do passageiro.
Segundo a secretária Maína Celidonio, “a gente tem cinco fases. No início de cada uma, existe uma fase de transição na qual os operadores não têm mais exclusividade”, explicando que o novo modelo dará fim ao sistema atual de quatro consórcios. A cidade será dividida em 31 áreas com operadores distintos, o que deve aumentar a concorrência e, consequentemente, melhorar a qualidade do serviço.
As primeiras licitações estão previstas para ocorrer em outubro deste ano, contemplando os bairros de Campo Grande e Santa Cruz. Nessa nova etapa, os ônibus deverão ter piso baixo para facilitar a acessibilidade de pessoas com deficiência e idosos, além de ar-condicionado e renovação tecnológica.
Nos próximos três anos, a expectativa é que 5 mil novos ônibus circulem pelas ruas do Rio, representando um aumento de 25% na frota em relação ao que está disponível atualmente. A Prefeitura aposta que, com a reestruturação, será possível oferecer um serviço mais eficiente, confortável e acessível para a população, especialmente em regiões mais carentes de atenção.














