A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia contra um dos homens apontados como integrantes do grupo conhecido como “justiceiros de Copacabana”. Ele virou réu sob a acusação de assédio sexual contra uma atleta no bairro da Zona Sul.
Justiça aceita denúncia contra acusado de integrar grupo de linchamentos na Zona Sul
A decisão judicial acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A acusação formal aponta que o homem praticou condutas de importunação e assédio contra uma mulher que realizava atividades esportivas na região de Copacabana. O caso agora segue em tramitação penal nas varas criminais da capital fluminense.
O suspeito já era investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro por envolvimento em grupos organizados por mensagens de aplicativo. Esses grupos convocavam moradores e frequentadores para agredir supostos assaltantes nas ruas do bairro no fim do ano passado. Agora, o acusado também responderá pelo crime contra a dignidade sexual.
Na época das primeiras denúncias sobre os justiceiros, vídeos circularam nas redes sociais mostrando homens armados com pedaços de pau e socos ingleses perseguindo pessoas na orla e nas avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Barata Ribeiro. A movimentação provocou medo e alterou a dinâmica das noites de quem mora e trabalha no local.
O que já se sabe sobre a investigação
O inquérito policial foi conduzido pelas delegacias que cobrem a área da Zona Sul carioca. Os agentes recolheram depoimentos da vítima, mensagens e registros em vídeo para embasar o pedido levado ao Ministério Público.
De acordo com os autos do processo, a atleta relatou ter sido abordada e perseguida de maneira intimidadora pelo suspeito enquanto treinava na região. A defesa do acusado ainda deve apresentar a resposta preliminar perante a Justiça. A lei brasileira garante a presunção de inocência até o trânsito em julgado de qualquer sentença penal.
As investigações sobre os grupos que atuavam paralelamente à segurança pública continuam sob a supervisão das autoridades. A polícia reforça que fazer justiça com as próprias mãos configura crime de exercício arbitrário das próprias razões, além de outros delitos como agressão e associação criminosa.
Como denunciar casos de agressão e violência no Rio
A população fluminense dispõe de canais específicos para repassar informações de maneira sigilosa sobre crimes em andamento ou paradeiro de procurados:
- Disque Denúncia: ligue para (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia e preserva totalmente o anonimato de quem liga.
- WhatsApp do Disque Denúncia: mensagens de texto, fotos e vídeos podem ser enviados pelo número (21) 2253-1177.
- Central de Flagrantes da Polícia Militar: para casos em andamento ou emergências, ligue diretamente para o número 190.
- Aplicativo 190RJ: permite acionar chamados de urgência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro com geolocalização pelo aparelho celular.
O que fazer se você for vítima de assédio ou importunação sexual
Vítimas de crimes contra a dignidade sexual na cidade do Rio contam com atendimento humanizado em unidades especializadas da Polícia Civil:
O primeiro passo é registrar a ocorrência o mais rápido possível. Em Copacabana, o registro pode ser feito diretamente na 12ª Delegacia de Polícia (Rua Hilário de Gouveia, 102) ou na 13ª Delegacia de Polícia (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1260).
As mulheres também contam com a DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) do Centro, localizada na Rua Visconde do Rio Branco, sem número, com funcionamento contínuo durante 24 horas. Pelo site oficial da Delegacia Online da Polícia Civil (delegaciaonline.rj.gov.br), também é possível lavrar o boletim preliminar sem sair de casa.
Para receber suporte psicológico, acolhimento e auxílio jurídico imediato, a Prefeitura do Rio mantém a Central Especial de Atendimento à Mulher por meio do telefone 1746 ou presencialmente nos centros especializados da rede pública.
Quem responde pela segurança em Copacabana
O patrulhamento ostensivo das ruas e da orla do bairro é de responsabilidade direta do 19º Batalhão de Polícia Militar (Copacabana). A unidade mantém bases operacionais na orla e viaturas circulando pelas vias internas.
A segurança complementar é apoiada pelo programa Copacabana Presente, que opera a pé e com motos das 6h às 22h, e pela Guarda Municipal do Rio de Janeiro nos calçadões e acessos às praias. As investigações criminais da região permanecem sob responsabilidade conjunta da 12ª DP e da 13ª DP.














