A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou a falência do Grupo Refit, antigo nome da tradicional Refinaria de Manguinhos, localizada na Zona Norte da capital fluminense. A decisão judicial encerra anos de instabilidade financeira e processos de recuperação que tentavam evitar o colapso da empresa.
A medida afeta diretamente a estrutura industrial instalada às margens da Avenida Brasil e traz incertezas para os trabalhadores, fornecedores e moradores das imediações do complexo industrial. O processo de falência determina o arrecadamento dos bens do grupo para o pagamento dos credores cadastrados na ação judicial.
Fim da recuperação e decretação de falência no Rio
A Refinaria de Manguinhos enfrentava severos problemas fiscais e dívidas bilionárias acumuladas ao longo da última década. Com a decretação da falência emitida pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, a gestão das instalações deixa de ser dos antigos controladores e passa para as mãos de um administrador judicial nomeado pelo juiz responsável pelo caso.
O objetivo principal do procedimento legal é realizar o levantamento de todos os ativos da empresa, como imóveis, máquinas e estoques, para quitar os débitos acumulados. As dívidas trabalhistas possuem prioridade legal no momento do pagamento, seguidas pelos débitos tributários e fornecedores privados.
Como fica a situação dos trabalhadores e credores
Com a falência decretada, as atividades operacionais diretas no site de Manguinhos ficam suspensas. Os funcionários afetados pelo encerramento das operações devem acompanhar o processo através dos seus sindicatos ou de advogados particulares para garantir a inclusão no quadro geral de credores.
Os débitos trabalhistas, que incluem salários atrasados, verbas rescisórias e depósitos de FGTS, são inscritos na lista de pagamentos prioritários. A recomendação dos órgãos de proteção ao trabalhador é que todos os ex-colaboradores guardem seus contratos, carteira de trabalho e comprovantes de rendimento.
O impacto da decisão na rotina de Manguinhos
A Refinaria de Manguinhos sempre foi um ponto de referência geográfico e econômico na Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupando um terreno gigante próximo à Avenida Brasil e a comunidades do entorno. A desativação definitiva e o leilão futuro do espaço podem mudar a dinâmica de trânsito e segurança na região.
Moradores e comerciantes locais aguardam definições sobre a destinação do terreno e a segurança do local, que exige acompanhamento técnico constante para evitar riscos ambientais ou abandono das instalações industriais que armazenavam combustíveis.
Quem responde pelo processo a partir de agora
A condução dos procedimentos de arrecadação de bens fica sob encargo da Justiça do Estado do Rio de Janeiro e do administrador judicial nomeado no processo. As instâncias estaduais acompanham os trâmites para garantir a destinação correta dos ativos e o cumprimento das obrigações legais do grupo econômico.
Órgãos de fiscalização ambiental e de segurança pública também acompanham o desdobramento da decisão para garantir que a área industrial desativada permaneça segura e sem riscos para a população que reside nos bairros vizinhos de Manguinhos, Bonsucesso e Benfica.
O que fazer se você tem valores a receber da empresa
Quem possui dívidas a receber do Grupo Refit ou da Refinaria de Manguinhos deve se habilitar formalmente no processo de falência. O acompanhamento pode ser feito diretamente no portal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) com o número do processo principal.
Trabalhadores podem buscar apoio no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) ou na sede do sindicato da categoria para verificar a inclusão de seus nomes na lista oficial de credores da falência. O atendimento presencial das varas do trabalho funciona nos dias úteis no centro do Rio de Janeiro.















