Jovem de 18 anos tem morte cerebral após tiro em Rio das Pedras

A jovem Anabella Silva Cardoso, de 18 anos, teve a morte cerebral confirmada na tarde desta quarta-feira (4) no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Ela foi baleada na cabeça dentro de casa, na comunidade de Rio das Pedras, Zona Oeste carioca, no último domingo (1º). O companheiro da vítima foi detido pela polícia e afirmou que o disparo aconteceu por acidente.

Disparo na cabeça e prisão do companheiro em Rio das Pedras

Anabella estava internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o primeiro dia do mês. Segundo a equipe da unidade hospitalar, a confirmação do óbito ocorreu após a conclusão do protocolo formal para confirmação de morte encefálica, que envolve exames clínicos e testes específicos. O corpo da jovem seguiu para o Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IML), no Centro, para a realização do exame cadavérico.

O rapaz, apontado pela polícia como companheiro de Anabella, acabou preso na segunda-feira (2). Quando prestou esclarecimentos formais, ele declarou que a arma disparou sem intenção durante o momento em que os dois estavam na residência. Policiais que participaram das buscas no imóvel localizaram um armamento escondido na laje, além de diversos carregadores e munições intactas. A arma apreendida seguiu para a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para determinar o trajeto da bala e as condições do mecanismo de disparo.

O que já se sabe sobre o caso

Os relatos iniciais mostram que Anabella deu entrada no pronto-socorro levada por socorristas logo depois de ser ferida no interior da residência. Os investigadores da Polícia Civil apuram agora a dinâmica detalhada do crime para confrontar a versão do suspeito com a posição de entrada do projétil e o laudo pericial do imóvel. Os agentes também pretendem ouvir familiares e vizinhos do casal nos próximos dias para esclarecer o histórico da convivência entre ambos na localidade da Zona Oeste.

A comunidade de Rio das Pedras amanheceu abalada com a notícia da confirmação da morte de Anabella. Moradores relatam clima de revolta e tristeza nas ruas próximas ao local onde o casal vivia. A polícia manteve a retenção do homem com base no porte de material bélico sem registro e investiga o enquadramento de feminicídio com base nos elementos colhidos nas primeiras horas após o crime.

Como denunciar casos de agressão

Situações de violência física, ameaças ou porte de armamento clandestino podem ser denunciadas anonimamente a qualquer hora do dia ou da noite pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo número de telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona sem cobrar nada pela ligação e mantém o sigilo absoluto de quem repassa as informações para as autoridades.

Quem preferir pode acessar o portal oficial do programa pelo site disquedenuncia.org.br ou baixar o aplicativo do Disque Denúncia para aparelhos celulares. Em situações que exigem atendimento imediato ou com risco iminente de morte, a orientação é ligar diretamente para o telefone 190 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

O que fazer se você foi vítima de violência doméstica

Mulheres que enfrentam qualquer forma de ameaça ou violência dentro de casa podem buscar socorro nas unidades da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Na capital, o atendimento central funciona em regime de plantão de 24 horas na Rua Visconde do Rio Branco, no Centro. Para registrar boletins pela internet sem sair de casa, o leitor pode recorrer à Delegacia Online da Polícia Civil (dedic.pcerj.rj.gov.br) em casos sem agressão física direta.

O Governo do Estado do Rio disponibiliza também a Central de Atendimento à Mulher por meio do telefone nacional gratuito 180. A central oferece orientação sobre abrigos seguros, emissão de medidas protetivas com urgência na Justiça, acompanhamento social para mães com filhos pequenos e apoio psicológico para quem tenta romper ciclos violentos.

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