A Polícia Civil encontrou um jacaré vivo dentro da piscina de um imóvel na Rua da Pátria, no bairro de Água Santa, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira. O animal foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros.
Resgate de jacaré mantido em cativeiro irregular mobiliza polícia e bombeiros
Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) foram até o endereço após receberem denúncias sobre a criação clandestina de um animal silvestre na propriedade. Ao entrarem no quintal, os policiais confirmaram que o réptil estava mergulhado na água da piscina, que apresentava péssimas condições de limpeza e higiene, colocando a saúde do próprio bicho em perigo.
Diante do flagrante, os agentes civis isolaram o perímetro e solicitaram apoio imediato dos peritos do Instituto de Criminalística e de militares do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). A equipe especializada realizou a contenção do réptil sem causar ferimentos adicionais e o colocou em segurança para o transporte adequado.
O animal seguiu inicialmente para a sede do 2º Grupamento de Bombeiro Militar (2º GBM), situado no Méier, bairro vizinho a Água Santa. Na unidade operacional, ele passou por uma avaliação física preliminar para checar eventuais lesões e receber a hidratação necessária antes da destinação a um órgão ambiental competente.
O que já se sabe sobre a investigação
Conforme os primeiros levantamentos da Polícia Civil, dois homens que seriam os encarregados diretos pela guarda e pela alimentação do jacaré escaparam assim que a presença das viaturas começou a repercutir na vizinhança. Informações preliminares apontam que a dupla fugiu a pé em direção à comunidade do Morro do Dezoito, que fica próxima ao local da ocorrência.
Equipes do 3º Batalhão de Polícia Militar (Méier) também receberam acionamento para reforçar o patrulhamento nos acessos à comunidade e tentar localizar os fugitivos, mas ninguém havia sido capturado até o fim da tarde. A área do imóvel permaneceu sob custódia policial até a conclusão das coletas de provas pelos peritos técnicos.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente abriu um inquérito formal para apontar os verdadeiros donos da propriedade e os responsáveis diretos pela posse ilegal do bicho. Manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro sem a devida autorização dos órgãos competentes configura crime contra o meio ambiente, passível de detenção e multa.
Como denunciar animais silvestres e cativeiros ilegais
Moradores que souberem de animais silvestres criados de forma clandestina, em situações de maus-tratos ou aprisionados em residências podem acionar as autoridades de forma totalmente anônima. Manter esses bichos em áreas urbanas traz riscos sérios de ataques e transmissão de doenças para vizinhos e crianças.
Para registrar informações sobre crimes ambientais no Rio de Janeiro, a população pode ligar para a central do Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, que atende ligações 24 horas por dia. O canal também recebe mensagens e arquivos pelo aplicativo oficial do serviço, sem exigir identificação do denunciante.
Casos urgentes que demandem fiscalização imediata de crimes ecológicos podem ser comunicados diretamente à DPMA, instalada na Cidade da Polícia, localizada na Rua São Francisco Xavier, número 488, no Jacarezinho. A delegacia especializada também recebe informações pelo telefone central da Polícia Civil, no número 197.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre
Se um jacaré, cobra ou qualquer animal de grande porte for avistado solto em quintais, ruas residenciais ou canais de escoamento, a orientação das autoridades é nunca tentar capturar, espantar ou tocar no réptil por conta própria. A reação instintiva do animal acuado costuma ser de agressividade e ataque para se defender.
Nessas ocasiões, a melhor atitude é afastar crianças e animais domésticos da área, manter distância segura e acionar imediatamente o socorro especializado pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros. No município do Rio de Janeiro, a Patrulha Ambiental da Guarda Municipal também pode ser chamada para resgates técnicos por meio do telefone da Central de Atendimento 1746.















