O Rio de Janeiro é o terceiro Estado com maior número de cirurgiões-dentistas ativos do Brasil, totalizando cerca de 40 mil profissionais.
No entanto, de acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), desse total, apenas 111 possuem o registro formal da especialidade em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais no território fluminense.
Um deles atua no município de Niterói. Aos 58 anos de idade, o dentista niteroiense José Magalhães Muniz Filho começou a se identificar com a especialidade em sua pós-graduação realizada no Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.
A unidade de saúde é especializada em pediatria e referência para tratamento das fissuras labiopalatinas (lábio leporino).
“A capacitação profissional tranquiliza a família e permite um tratamento mais humanizado e eficiente tecnicamente”, explicou José Muniz, que também é presidente da Comissão de Pacientes com Necessidades Especiais (PNE) do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRORJ) e presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD).
“Somos muito carentes de pesquisas que permitam ao gestor enxergar a grande necessidade de políticas públicas para a pessoa com deficiência, incluindo a Odontologia, que é muito carente de especialistas e locais específicos para atendimento”, destacou o profissional, que viu sua vontade de contribuir diretamente com a causa há 16 anos, após o nascimento de sua filha Maria Júlia, que é autista e tem Síndrome de Turner.
“Venho participando ao longo desses anos de caminhadas, debates e audiências públicas e apoiamos vários políticos que não honraram seus mandatos quando esqueceram de cumprir várias promessas de ajuda para construção de uma sociedade inclusiva”, lamentou.















