Influenciadora do TikTok é assassinada por seguidor obcecado na Coreia do Sul

Influenciadora do TikTok Yoon Ji-ah

A influenciadora do TikTok Yoon Ji-ah, de 33 anos, foi assassinada por um seguidor obcecado pouco depois de encerrar uma transmissão ao vivo. O corpo da jovem, que acumulava mais de 300 mil seguidores na plataforma, foi encontrado dentro de uma mala abandonada em uma região montanhosa na província de North Jeolla, na Coreia do Sul, em 11 de setembro.

De acordo com as investigações, Yoon foi estrangulada e apresentava várias marcas de agressão. A polícia acredita que ela morreu cerca de 30 minutos após o fim da live, realizada em Yeongjong Island, cidade que fica a mais de três horas do local onde o corpo foi encontrado.

O principal suspeito é um homem de 50 anos, identificado apenas como Choi. Ele foi preso 12 horas depois da descoberta do corpo. Conhecido nas redes como Black Cat, Choi se apresentava como um “fã VIP” — título dado a usuários que gastam grandes quantias em presentes virtuais para criadores de conteúdo.

Segundo o portal Chosun Biz, o suspeito dizia ser diretor de uma empresa de tecnologia e chegou a prometer à influenciadora uma parceria profissional. No entanto, investigações revelaram que ele vivia endividado e havia perdido a casa em um leilão judicial.

Fontes da imprensa local afirmam que Yoon Ji-ah pretendia romper o vínculo com Choi devido ao comportamento controlador e às exigências abusivas. Câmeras de segurança registraram o homem ajoelhado e implorando para que ela não encerrasse a relação profissional. No dia do crime, imagens mostraram Yoon tentando sair de um carro antes de ser puxada de volta à força.

Horas depois, Choi foi flagrado arrastando uma mala grande de casa e fazendo várias paradas até chegar à região montanhosa de Muju, onde abandonou o corpo. Ao ser preso, ele inicialmente negou o crime, mas confessou após saber que a polícia havia localizado a vítima.

As autoridades sul-coreanas acreditam que o assassinato foi motivado por uma combinação de obsessão e problemas financeiros. O caso gerou grande comoção no país e reacendeu o debate sobre segurança e assédio contra criadoras de conteúdo nas redes sociais.

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