Influenciador de transporte público contesta versão oficial sobre danos em estação do Metrô de São Paulo
Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo influenciador de transporte público, Nicolas Sarubbi, levanta questionamentos sobre a autoria do vandalismo na estação Trianon-Masp do Metrô de São Paulo. Sarubbi apresentou imagens datadas de 27 de agosto, que mostram vidros do telhado da estação já danificados.
As fotos, segundo o influenciador, sugerem que os danos observados após o ato pró-Lula no último domingo (11/10) não foram causados exclusivamente por esse evento. A Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP) registrou um boletim de ocorrência alegando que manifestantes depredaram entradas da Linha 2-Verde do Metrô durante o ato.
No entanto, o conteúdo de Sarubbi, que tem parceria com empresas de transporte público como Metrô, CPTM e ViaQuatro, aponta para um estado de conservação precário das estações na Avenida Paulista há meses. As imagens de pichações e pessoas sobre as estações durante o ato pró-Lula circularam amplamente, assim como relatos de vandalismo em bancas de jornal próximas.
Deterioração antiga ou vandalismo recente? A polêmica em torno dos vidros quebrados
O influenciador Nicolas Sarubbi, conhecido por seus conteúdos detalhados sobre o sistema metroferroviário paulistano, publicou um vídeo com fortes indícios de que os vidros do telhado da estação Trianon-Masp já apresentavam danos significativos em agosto. As imagens comparativas, que mostram o uso de fitas e sujeira nas instalações, reforçam a tese de decadência prévia.
Sarubbi relatou em seu vídeo que, mesmo sob chuva, era comum a presença de baldes para coletar goteiras nas entradas da estação. Seu colega de gravação, Guilherme, que trabalhou na região, confirmou a situação, mencionando que a água chegava a cair na escada rolante, exigindo desvio dos usuários.
A acusação principal que Sarubbi busca reconsiderar é a quebra de cinco placas de vidro no topo da estação. Ele argumenta que a rápida recuperação de parte do acesso, menos de 24 horas após o ato, mesmo com os vidros ainda quebrados, sugere uma manutenção que já estava em andamento ou que a estrutura já estava comprometida.
Críticas ao governo e à gestão do transporte público
O influenciador não poupou críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pela condição das estações. Ele reforçou que a precariedade dos acessos na Avenida Paulista não é novidade para quem utiliza o transporte público na região diariamente.
Sarubbi também explicou que o fechamento de estações em grandes eventos na Avenida Paulista, como o ocorrido no domingo, é uma medida de segurança para controlar o fluxo de pessoas e prevenir tragédias. Ele ressaltou que essa prática já foi adotada em outras ocasiões, incluindo atos pró-Lula anteriores e festas de Réveillon.
Ato pró-Lula e a segurança nas estações do Metrô
Apesar das evidências apresentadas por Sarubbi sobre a condição prévia dos vidros, a SSP confirmou o registro de boletim de ocorrência por depredação de patrimônio público. Imagens que circularam após o ato pró-Lula mostraram pichações e pessoas sobre as estruturas das estações, além de vandalismo em bancas de jornal próximas.
O crime de pichar ou pintar sem autorização é considerado dano ao patrimônio público. A divulgação das fotos de agosto pelo influenciador, contudo, adiciona uma camada de complexidade à investigação e à atribuição de responsabilidade pelos danos recentes observados na estação Trianon-Masp.













