O incêndio na Floresta da Tijuca é controlado após mais de 24 horas de combate e mobilizou uma grande operação envolvendo bombeiros, brigadistas e voluntários no Rio de Janeiro. As chamas começaram no domingo e exigiram esforço contínuo das equipes até a tarde desta segunda-feira.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo foi controlado por volta das 13h, momento em que os profissionais iniciaram a desmobilização da área atingida. Apesar disso, agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade permanecem no local para monitorar possíveis novos focos.
O incêndio teve início na manhã de domingo, por volta das 9h40, na região do Morro do Anhanguera, dentro da Floresta da Tijuca. Segundo informações do ICMBio, a suspeita é de que o fogo tenha sido provocado pela queda de um balão em área de mata fechada, o que dificultou o acesso inicial das equipes de combate.
A operação contou com o apoio de brigadistas do ICMBio, voluntários e militares do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros também foi utilizado para o lançamento de água em pontos de difícil acesso, ajudando a conter o avanço das chamas.
Como a área afetada integra um dos setores abertos à visitação do parque, diversas trilhas precisaram ser interditadas por segurança. Entre elas estão Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e o próprio Morro do Anhanguera. Até o momento, não há confirmação sobre a reabertura desses acessos.
As autoridades ainda não divulgaram a extensão dos danos ambientais provocados pelo incêndio. A análise das áreas atingidas deve ser realizada nos próximos dias para avaliar os impactos na vegetação e na fauna local.
A prática de soltar balões é considerada crime ambiental no Brasil, conforme previsto na legislação vigente. Além de representar riscos para a aviação e a rede elétrica, essa atividade pode provocar incêndios em áreas urbanas e de preservação.
A administração do parque reforça a importância da colaboração da população na denúncia desse tipo de prática. Informações podem ser repassadas de forma anônima ao serviço Linha Verde do Disque Denúncia, pelo telefone 2253-1177.














