Um casal de idosos perdeu R$ 11 mil após ter as contas bancárias invadidas depois de comprar aparelhos novos em uma loja da operadora Vivo no Leblon, na Zona Sul do Rio. O caso acende o alerta para quem precisa de ajuda técnica.
Entenda como aconteceu o golpe dentro da loja no Leblon
As vítimas estiveram em uma unidade oficial da operadora na Rua Ataulfo de Paiva, uma das vias mais movimentadas do bairro. Como não tinham familiaridade com o manuseio dos aparelhos modernos, os idosos pediram apoio aos atendentes para passar contatos, fotos e aplicativos do telefone antigo para o novo.
O procedimento, que costuma ser rápido, demorou cerca de quatro horas dentro do estabelecimento. Durante esse período, os funcionários ficaram com a posse direta dos aparelhos celulares do casal. No dia seguinte, os telefones travaram totalmente e o casal descobriu transferências e saques indevidos que totalizaram o prejuízo de R$ 11 mil.
A denúncia veio a público por meio do jornalista André Barcinski, que é familiar direto das vítimas. Segundo o relato divulgado nas redes sociais, a família registrou um boletim de ocorrência na delegacia da região. Ao procurarem a unidade policial, os parentes ouviram dos agentes que a mesma loja já acumulava diversos registros de conduta suspeita e queixas semelhantes.
Ainda de acordo com a denúncia, semanas após o ocorrido, outro parente esteve no mesmo endereço e recebeu a informação informal no local de que funcionários haviam sido detidos pelas autoridades. A família relata que buscou o ressarcimento financeiro direto com a administração da empresa, mas não recebeu a devida assistência inicial para cobrir o prejuízo financeiro sofrido pelos idosos.
O que diz a empresa sobre o caso
Procurada formalmente, a empresa Vivo declarou por meio de nota oficial que repudia qualquer tipo de ato ilícito. A operadora informou que tomou todas as providências cabíveis com o rigor que a situação exige e reforçou que segue colaborando de forma irrestrita com o trabalho das autoridades policiais. A companhia também afirmou que já entrou em contato com a família dos clientes afetados para prestar os devidos esclarecimentos.
O que já se sabe sobre a apuração policial
Até o momento, a investigação aponta que os criminosos aproveitaram o acesso prolongado aos aparelhos para capturar credenciais financeiras e burlar sistemas de segurança dos aplicativos bancários. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro atua para identificar todos os envolvidos no esquema e apurar se há uma rede organizada agindo no comércio da Zona Sul.
As queixas geraram repercussão imediata entre os consumidores da cidade. Outros usuários relataram experiências suspeitas em lojas de telefonia da capital fluminense, envolvendo inclusão de planos sem autorização, cobranças adicionais inesperadas no momento da digitação da senha do cartão de crédito e dificuldades na emissão correta da nota fiscal das compras.
O que fazer se você foi vítima de fraude semelhante
Quem passar por uma situação parecida e notar qualquer movimentação bancária estranha após deixar o celular nas mãos de terceiros deve agir com rapidez para limitar os danos. O primeiro passo é ligar imediatamente para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) de todos os bancos onde possui conta ou cartão de crédito, informando o golpe para bloquear senhas, acessos a aplicativos e chaves Pix.
Em seguida, é fundamental registrar a queixa na delegacia de polícia mais próxima. O registro formal pode ser realizado presencialmente na 14ª DP (Leblon), responsável pela região do ocorrido, ou em qualquer unidade distrital do seu bairro. Também é possível fazer o boletim online por meio do portal oficial da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Guarde com atenção todos os comprovantes da visita à loja: nota fiscal da compra dos aparelhos, número do protocolo de atendimento, extratos bancários detalhando as saídas de dinheiro e o nome dos funcionários que pegaram no aparelho. Esses documentos são indispensáveis para contestar os débitos no banco e fundamentar uma eventual ação de reparação de danos perante o Procon-RJ ou na Justiça.
Como denunciar funcionários e lojas suspeitas
Para fornecer informações anônimas que possam ajudar a combater fraudes comerciais e a atuação de criminosos dentro de lojas no Rio de Janeiro, o cidadão pode ligar para o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O canal funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e o sigilo da ligação é totalmente garantido.
Denúncias também podem ser encaminhadas pelo aplicativo oficial Disque Denúncia RJ ou pelo site oficial do programa. Se a irregularidade envolver direitos do consumidor e cobranças abusivas, a reclamação deve ser formalizada diretamente no Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-RJ) pelo telefone 151 ou presencialmente na sede do órgão, na Avenida Rio Branco, número 25, no Centro do Rio.














