Idosa e vizinha são espancadas em prédio na Tijuca; homem é preso

Uma idosa e uma vizinha de 56 anos foram brutalmente agredidas dentro de um condomínio residencial na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. O agressor acabou contido e preso em flagrante pela Polícia Militar após tentar desarmar um policial.

Ataque violento começou com invasão de apartamento na Tijuca

O caso ocorreu durante a madrugada em um edifício residencial do bairro. Segundo informações registradas pela polícia, o suspeito, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, que pratica jiu-jítsu, invadiu sem qualquer motivo aparente o imóvel de uma idosa, localizado no terceiro andar do prédio.

Ao presenciarem o início dos ataques, parentes que estavam no imóvel conseguiram escapar para pedir auxílio aos funcionários na portaria. Os gritos de desespero ecoaram pelos corredores e chamaram a atenção dos outros moradores do prédio.

Uma vizinha de 56 anos, que mora no segundo andar, decidiu subir para verificar o que estava acontecendo. Ao tentar intervir e prestar socorro à idosa ferida, ela encontrou o agressor descalço e sem camisa no corredor, próximo à porta do elevador.

Agressão brutal continuou dentro da cabine do elevador

As câmeras do circuito interno de segurança registraram toda a ação violenta. O homem ordenou que a moradora ficasse de joelhos e, em seguida, começou a desferir socos, chutes e cotoveladas contra ela. A mulher tentou se encolher para bloquear os golpes.

O espancamento continuou no interior da cabine enquanto o elevador descia. As imagens mostram o agressor aplicando um golpe de estrangulamento do tipo mata-leão, arremessando a mulher ao chão e batendo a cabeça dela contra o piso repetidas vezes.

Dois cães que entraram no elevador durante a confusão tentaram intervir para afastar o homem. Quando a porta finalmente se abriu, o agressor se afastou temporariamente e a vítima, mesmo coberta de sangue e atordoada, conseguiu rastejar para fora do prédio.

A moradora ferida buscou refúgio em um posto de combustíveis próximo ao condomínio. Funcionários prestaram o primeiro apoio até a chegada de uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ela foi transportada às pressas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, situado no Centro.

Suspeito resistiu à prisão e foi baleado nas pernas

Equipes do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca) e agentes da Guarda Municipal foram acionados para conter a confusão dentro do edifício. Ao chegarem ao endereço, os policiais tentaram negociar a rendição do homem, mas ele reagiu de forma violenta.

De acordo com os relatos da corporação, o suspeito avançou contra um dos policiais militares e tentou tomar a arma da equipe. Para conter a agressão iminente, os agentes dispararam contra as pernas do agressor.

Mesmo ferido com os tiros, o lutador tentou fugir subindo as escadas em direção aos andares superiores. Os militares precisaram utilizar uma pistola de eletrochoque (taser) para conseguir imobilizá-lo e colocar as algemas.

Após ser imobilizado, o homem recebeu atendimento médico sob custódia e o caso seguiu para a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e ele responderá pelo crime de tentativa de feminicídio.

O que já se sabe sobre o caso

O episódio mobilizou a vizinhança e gerou forte comoção entre moradores da Tijuca. O que as autoridades já confirmaram até o momento:

  • O suspeito invadiu o apartamento da idosa por volta de 1h da madrugada;
  • A vizinha tentou intervir após ouvir pedidos de ajuda e foi atacada no corredor e no elevador;
  • A vítima de 56 anos sofreu traumatismos e ferimentos graves, sendo levada ao Hospital Souza Aguiar;
  • O agressor tentou desarmar a PM, foi baleado nas pernas, contido com choque e transferido para o sistema prisional após decisão judicial.

A investigação policial busca esclarecer se o agressor estava sob efeito de entorpecentes ou se conhecia previamente as moradoras do edifício.

Como denunciar agressões e pedir ajuda

Casos de violência doméstica, ataques a idosos ou agressões físicas graves exigem comunicação rápida às forças de segurança pública:

  • Emergências da Polícia Militar: Ligue 190 se a agressão estiver acontecendo no momento. O atendimento funciona 24 horas por dia.
  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Pelo telefone (21) 2253-1177, a população pode repassar informações de forma anônima sobre criminosos e paradeiro de foragidos.
  • Atendimento à Mulher: O número 180 recebe denúncias de violência de gênero e fornece orientação jurídica e psicológica para as vítimas.
  • Delegacias da Polícia Civil: Casos na região da Tijuca costumam ser registrados na 19ª DP (Tijuca) ou na Central de Garantias Norte, na Cidade da Polícia, dependendo do plantão.

As vítimas de agressão também têm o direito de solicitar medidas protetivas de urgência diretamente na delegacia ou junto à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

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