Uma mulher de 73 anos ficou gravemente ferida após ser atacada por dois cães da raça rottweiler na manhã desta terça-feira, no bairro Jardim Cachoeira, em Amparo, interior de São Paulo. A vítima teve as duas orelhas arrancadas e sofreu múltiplas fraturas.
Ataque violento ocorreu após cães escaparem de imóvel
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, equipes da Polícia Militar atenderam ao chamado no local da ocorrência. Os agentes constataram que os dois animais conseguiram escapar de uma residência antes de investirem contra a idosa na via pública.
A violência do ataque causou lacerações severas pelo corpo e lesões ósseas graves. Moradores tentaram conter os animais até a chegada do socorro médico especializado, que encaminhou a mulher em estado grave para atendimento hospitalar de urgência.
O caso mobilizou a vizinhança e reacendeu o alerta sobre a responsabilidade dos donos na contenção de raças de grande porte. A área precisou ser isolada temporariamente para os primeiros levantamentos policiais.
O que já se sabe sobre a apuração policial
De acordo com os primeiros relatos registrados pelos policiais militares, os cães fugiram pelo portão da propriedade, que estaria aberto ou destrancado. O tutor dos animais deve responder formalmente pelas lesões sofridas pela idosa.
A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar a omissão de cautela na guarda de animais e o crime de lesão corporal culposa. Peritos examinaram as imediações da residência para confirmar as condições de segurança em que os cães eram mantidos.
Testemunhas que presenciaram a investida dos cães foram intimadas a prestar depoimento na delegacia da cidade. Até o momento, o estado de saúde detalhado da mulher segue sob acompanhamento médico intensivo no hospital municipal de referência.
Quem responde pela guarda e as penalidades legais
A legislação brasileira estabelece que o guardião ou dono de um animal tem o dever legal de zelar pela segurança pública, garantindo muros adequados, grades reforçadas e fechamento constante de portões. Caso o animal fuja e fira alguém, o responsável responde civil e penalmente.
Na esfera criminal, o proprietário pode responder por lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, cuja pena aumenta de acordo com a extensão dos ferimentos e a incapacidade gerada para a vítima. Já no âmbito cível, a família da vítima pode cobrar indenizações por danos morais, estéticos e despesas hospitalares.
Além do Código Penal, diversas cidades contam com regras municipais que obrigam o uso contínuo de focinheira, enforcador e guia curta sempre que cães de médio e grande porte transitarem por locais de circulação pública.
O que fazer se você presenciar um animal solto ou em risco
Ao notar a presença de cães de grande porte desacompanhados ou agressivos nas ruas, o cidadão deve ligar imediatamente para o serviço de emergência da Polícia Militar pelo número 190. O deslocamento rápido de uma viatura evita acidentes com pedestres e crianças.
Para reportar locais onde animais são criados sem muros adequados, soltos com frequência ou sob maus-tratos, a denúncia pode ser registrada junto ao Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura local. A Guarda Civil Municipal também pode ser acionada pelo telefone 153 para fiscalização de posturas urbanas.
Casos de omissão continuada de cautela também podem ser comunicados de forma anônima ao Disque Denúncia pelo telefone 181, serviço que funciona 24 horas por dia em todo o estado de São Paulo.
Como agir em caso de mordedura ou lesão por animal
A pessoa atacada por qualquer animal doméstico precisa ser levada imediatamente a uma unidade de pronto atendimento, como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima. O primeiro passo é a higienização do ferimento com água corrente e sabão neutro para evitar contaminação bacteriana.
Os médicos devem avaliar a necessidade de aplicação de soro e vacina antirrábica, além de reforço contra tétano. É fundamental tentar identificar o dono do animal para verificar se a carteira de vacinação do cão está em dia.
Depois do atendimento médico, a vítima ou familiares devem procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima com laudos e prontuários médicos para registrar o boletim de ocorrência, garantindo que o exame de corpo de delito seja solicitado oficialmente pelo delegado de plantão.
Foto: Metropoles














