Homem é preso no Galeão com 8 kg de cocaína em fundo falso de mala

Um homem acabou preso em flagrante no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, ao tentar embarcar com 8,16 quilos de cocaína escondidos no forro da mala.

A droga tinha como destino final a cidade de Carachi, no Paquistão, com uma escala prevista em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A apreensão aconteceu na terça-feira (27) durante uma fiscalização de rotina que reúne equipes da Receita Federal e da Polícia Federal.

Operação conjunta barra envio de entorpecente para o exterior

O passageiro, que mora na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, chamou a atenção dos agentes após o cruzamento de dados de inteligência e análise de risco da rota de viagem. A bagagem dele passou pelo aparelho de raio-X do terminal internacional, que acusou densidade fora do comum nas extremidades da mala.

Ao abrirem a bagagem para checagem manual, os fiscais localizaram placas rígidas prensadas no fundo e nas laterais da estrutura. Os testes químicos feitos na hora confirmaram que o pó branco dentro das placas se tratava de cocaína pura. O homem recebeu voz de prisão imediata no próprio saguão de embarque internacional.

O suspeito foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal situada dentro do próprio complexo aeroportuário. Ele agora fica à disposição da Justiça Federal e pode responder pelo crime de tráfico transnacional de drogas. A pena para esse delito varia de cinco a 15 anos de cadeia, com previsão de pagamento de multa pesada.

O que já se sabe sobre o trajeto e a apreensão

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal e pela Receita Federal, o esquema tentava driblar o monitoramento brasileiro usando conexões comerciais no Oriente Médio. O homem saiu da região Centro-Oeste, onde reside, para despachar o entorpecente a partir do Rio de Janeiro.

As investigações apontam que grupos criminosos aliciam pessoas para viajar como “mulas do tráfico”, oferecendo quantias em dinheiro para transportar malas previamente preparadas por terceiros. A Polícia Federal abriu inquérito para descobrir quem financiou a passagem, quem montou a mala com fundo falso e quem receberia a encomenda no Paquistão.

A defesa do preso ainda não foi localizada pelas autoridades policiais. O espaço segue aberto caso os advogados do suspeito queiram se manifestar formalmente sobre a prisão em flagrante no tribunal.

Como denunciar esquemas de tráfico e irregularidades

A população fluminense pode ajudar as autoridades de segurança pública a combater esquemas de envio de drogas e armas sem precisar se identificar. Existem canais oficiais exclusivos para repassar pistas com garantia total de anonimato:

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: O telefone é o (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia e atende também pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”.
  • Plantão da Polícia Federal: Denúncias sobre crimes federais podem ser feitas pelo site oficial da corporação ou na Superintendência Regional da PF, localizada na Praça Mauá, Zona Portuária do Rio.
  • Canal da Receita Federal: Suspeitas de contrabando, descaminho e fraudes aduaneiras podem ser informadas pelo canal de Ouvidoria no portal do Governo Federal (gov.br).

Ao ligar, informe detalhes objetivos: nomes de intermediadores, placas de veículos usados em transportes suspeitos, horários de circulação e locais onde malas e cargas costumam ser preparadas.

Quem responde por isso e como fica o terminal

A fiscalização de bagagens e passageiros no Galeão é de competência permanente da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Galeão (DEAIN) e da Alfândega da Receita Federal. O terminal opera normalmente para voos nacionais e internacionais, sem cancelamentos ou atrasos por conta da ação policial.

Equipes de segurança interna do aeroporto e agentes federais mantêm a vistoria padrão com scanners corporais, cães farejadores e inspeção contínua nos porões de bagagem despachada para conter novas tentativas de embarque ilegal rumo à Europa e à Ásia.

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