Um homem identificado como Igor Junio Andrade dos Santos foi preso em Copacabana, na Zona Sul do Rio, suspeito de aplicar o golpe do encontro. Ele usava remédio para dopar vítimas e roubar pertences.
A prisão aconteceu na segunda-feira (19) por agentes da 15ª DP (Gávea), mas as autoridades confirmaram o caso na quinta-feira (22). Os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Minas Gerais por furto qualificado.
Prisão em Copacabana desarticula esquema de extorsão e violência
Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o homem foi localizado no momento em que se preparava para encontrar mais uma pessoa na região de Copacabana. Durante a abordagem, os policiais apreenderam um frasco de clonazepam, remédio tarja preta de efeito sedativo forte. A polícia afirma que a substância servia para dopar os homens e facilitar os roubos dentro de residências ou hotéis.
As investigações começaram em janeiro deste ano após os primeiros registros chegarem às delegacias fluminenses. Conforme a apuração da 15ª DP, o suspeito utilizava aplicativos de relacionamento para marcar programas sexuais remunerados com homens. Logo após os encontros, ele aproveitava momentos de distração para colocar o sedativo nas bebidas dos parceiros, deixando as pessoas completamente desacordadas.
Com as vítimas sem defesa, o suspeito recolhia telefones celulares, carteiras, dinheiro e joias. Ele também usava os aparelhos para acessar aplicativos de banco e forçar transferências via Pix. Além dos saques e furtos na hora, a corporação informou que ele produzia imagens íntimas sem o consentimento das vítimas para realizar chantagens financeiras nas semanas seguintes.
Há relatos anexados ao inquérito de agressões graves e atos sexuais cometidos contra pessoas dopadas, o que configura crime hediondo. Diante desses depoimentos, Igor passou a ser investigado formalmente por roubo qualificado, extorsão e estupro de vulnerável. As autoridades já identificaram que o mesmo modo de agir foi registrado nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, além do Rio de Janeiro.
O que já se sabe sobre o caso
A ordem de prisão em aberto partiu da Justiça mineira por crimes patrimoniais ocorridos com o mesmo padrão de conduta. O suspeito não reagiu à abordagem policial nas ruas de Copacabana e acabou levado diretamente para a sede da 15ª DP, no bairro da Gávea. De lá, ele seguiu para a triagem no presídio de Benfica, na Zona Norte da capital, onde permanece à disposição da Vara Criminal.
A defesa do investigado ainda não foi localizada para comentar as acusações apresentadas pelos agentes da Polícia Civil. O inquérito policial no Rio continua aberto para cruzar o material apreendido com registros não concluídos em outras delegacias distritais da capital fluminense.
O que fazer se você foi vítima
Quem passou por situação parecida em hotéis, apartamentos ou residências na cidade do Rio de Janeiro deve procurar imediatamente o atendimento policial. O registro de ocorrência pode ser feito em qualquer delegacia de bairro ou pela internet, por meio do portal da Delegacia Online da Polícia Civil (dedic.pcivil.rj.gov.br).
Para crimes envolvendo violência sexual, dopagem ou extorsão financeira sob coação, a recomendação oficial é comparecer presencialmente à 15ª DP, na Rua Marquês de São Vicente, 265, na Gávea, ou à delegacia mais próxima de sua casa. Leve extratos bancários das transações indevidas, comprovantes de conversas em aplicativos de celular e eventuais exames médicos de atendimento de urgência. Esse material ajuda os peritos a juntar novas provas contra o suspeito.
Como denunciar casos semelhantes
Moradores que reconhecerem o modo de atuação ou que possuam detalhes que ajudem a polícia a localizar outras pessoas prejudicadas podem repassar dados anônimos ao Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone (21) 2253-1177. O canal funciona 24 horas por dia, com sigilo total do número e do endereço de quem telefona.
O serviço também aceita relatos pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” e pelo WhatsApp do programa no número (21) 2253-1177. Todas as mensagens recebidas são encaminhadas diretamente para as equipes de inteligência responsáveis pela investigação na Zona Sul e na Baixada Fluminense.















