Homem é preso por manter mulher amarrada e refém em Nilópolis

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil acusado de agredir, ameaçar de morte e manter a companheira amarrada com cordas dentro de casa, no bairro Nova Cidade, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Suspeito abordou a vítima na saída do trabalho e a amarrou em casa

Segundo as informações da 57ª Delegacia Policial (Nilópolis), a violência começou quando o homem abordou a companheira logo depois que ela encerrou o expediente de trabalho. Ele a atacou na rua e a forçou a seguir até o imóvel do casal.

Dentro da residência, os espancamentos continuaram. A mulher tentou escapar, mas o suspeito a arrastou pelo chão de volta para dentro do imóvel e a amarrou com uma corda. Ela passou a noite inteira dominada, sob constantes ameaças verbais de morte.

A vítima conseguiu fugir na manhã do dia seguinte graças à interferência de uma familiar do agressor. Mesmo durante a tentativa de resgate, o homem perseguiu a companheira portando uma faca. A própria tia dele foi atingida e acabou ferida ao se colocar na frente para impedir o ataque.

Após o escape, a mulher caminhou até a delegacia do município para pedir socorro. Os policiais civis prestaram o atendimento emergencial e seguiram imediatamente para a casa informada, onde encontraram e apreenderam uma corda e uma barra de ferro, materiais que conferem com as agressões relatadas.

Enquanto aguardava encaminhamento para o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, a vítima continuou a ser assediada pelo companheiro. O suspeito fingiu que falava com seu advogado e mandou mensagens ordenando que ela retirasse as queixas na distrital. A farsa foi flagrada pelos policiais de plantão, e o agressor foi detido.

O homem acabou autuado por lesão corporal qualificada por violência doméstica, ameaça e cárcere privado qualificado, seguindo direto para o sistema penitenciário do estado.

O que já se sabe sobre o caso

O caso está oficialmente registrado e esclarecido pela 57ª DP. A apuração inicial confirmou as marcas de agressão no corpo da vítima e as tentativas de intimidação ocorridas dentro da delegacia.

A polícia reuniu objetos materiais que comprovam a denúncia, incluindo a barra de ferro utilizada nas ameaças e a corda usada na contenção. A tia ferida durante a fuga prestou depoimento aos agentes para detalhar a dinâmica do ataque com a faca.

O agressor permanece detido e aguarda a audiência de custódia, na qual a Justiça decide se converte a prisão em flagrante em preventiva para manter o acusado isolado e resguardar a integridade física da vítima.

O que fazer se você for vítima de violência doméstica

Quem estiver sob perigo ou sofrer ameaças de companheiros deve procurar atendimento policial de forma imediata. Casos de urgência extrema na rua ou na residência exigem chamada rápida à Polícia Militar pelo telefone 190.

Para formalizar a queixa e requerer medidas protetivas de urgência, a mulher pode se deslocar até a delegacia de polícia mais próxima. Na Baixada Fluminense, há opções de atendimento nas delegacias convencionais ou nas Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM):

  • 57ª DP (Nilópolis): Rua Pedro Álvares Cabral, nº 305, Centro de Nilópolis.
  • DEAM de Duque de Caxias: Avenida Brigadeiro Lima e Silva, nº 637, Jardim Vinte e Cinco de Agosto.
  • DEAM de São João de Meriti: Avenida Automóvel Clube, s/n, Vilar dos Teles.
  • DEAM de Nova Iguaçu: Avenida Henrique Duque Estrada Meyer, s/n, Posse.
  • Registro online: Casos sem lesão corporal e sem risco iminente podem começar pelo portal da Delegacia Online da Polícia Civil (rj.gov.br). Em caso de agressão física, a ida presencial é obrigatória para fazer a guia pericial.

As medidas protetivas costumam ser avaliadas por um juiz no prazo de até 48 horas após a formalização na delegacia. Entre as garantias estão o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação e contato com familiares da vítima.

Como denunciar agressões e proteger outras pessoas

Vizinhos, parentes ou conhecidos que presenciarem agressões ou ouvirem pedidos de socorro podem denunciar de forma anônima. Não é necessário se identificar nem comparecer ao fórum.

O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento ininterrupto durante as 24 horas do dia, além de receber informações pelo aplicativo para celulares. Já a Central de Atendimento à Mulher, canal nacional que orienta e acolhe denúncias de abuso, atende pelo número 180, gratuito e acessível por qualquer linha fixa ou móvel.

Alertar as autoridades de forma preventiva interrompe a escalada dos crimes e pode salvar a integridade física de moradoras em qualquer comunidade da Baixada Fluminense.

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