Um homem foi preso nesta segunda-feira em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, suspeito de tentar matar a própria companheira. Ele usou um carro para atingir e arrastar a mulher no meio da rua antes de fugir.
Tentativa de feminicídio flagrada por câmeras mobiliza a polícia na Zona Oeste
O caso aconteceu em uma via pública do bairro mais populoso do Rio. Imagens registradas por câmeras de segurança particulares da região flagraram toda a ação criminosa. A gravação mostra o momento exato em que o suspeito acelera o automóvel em direção à companheira.
O impacto derrubou a vítima no asfalto. Pelas imagens obtidas pelos investigadores, o motorista arrastou a mulher por alguns metros e não parou para prestar nenhum tipo de socorro. Em seguida, ele acelerou o veículo e escapou pelas ruas de Campo Grande, deixando a vítima caída na pista.
Moradores e pessoas que passavam pela região ajudaram a socorrer a vítima logo após o atropelamento. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro foi acionada e conseguiu identificar o veículo por meio das gravações do circuito de segurança. O suspeito acabou localizado e preso em flagrante horas depois da agressão.
O que já se sabe sobre o caso
A investigação aponta que a tentativa de feminicídio ocorreu após uma discussão entre o casal. O veículo utilizado pelo homem foi apreendido pelos agentes para passar por perícia técnica. O laudo dos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli vai apontar a velocidade do carro no impacto e as marcas deixadas no asfalto.
A polícia não divulgou a identidade da vítima nem detalhes sobre seu estado de saúde atual. O homem foi levado sob custódia e permanece à disposição da Justiça fluminense. Ele deve responder por tentativa de feminicídio, crime inafiançável com pena que pode passar de vinte anos de prisão.
Quem responde por isso
O flagrante e o inquérito policial estão sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da delegacia da região de Campo Grande e do núcleo especializado de atendimento à mulher. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, por meio do 40º Batalhão de Polícia Militar (Campo Grande), realizou buscas na área após os primeiros alertas sobre o ataque.
A corporação confirmou que o suspeito foi detido sem oferecer resistência armada durante a abordagem. Os agentes continuam colhendo depoimentos de testemunhas que presenciaram a briga e de vizinhos que cederam as gravações em vídeo que embasaram o pedido de prisão.
O que fazer se você foi vítima ou presenciou agressão
Mulheres que sofrem ameaças ou agressões no Rio de Janeiro podem procurar qualquer delegacia da Polícia Civil. Na Zona Oeste, o atendimento especializado funciona na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Campo Grande (DEAM), que fica na Rua Camanducaia, sem número. O local funciona vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana.
Para registrar ocorrência de urgência não é obrigatório apresentar advogado. Basta levar documento de identidade com foto, se tiver no momento. Caso tenha sofrido lesões corporais, a vítima é encaminhada de imediato para exame no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto para comprovar os ferimentos.
Em casos de emergência imediata, quando a agressão está acontecendo, qualquer pessoa deve acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou aparelho celular, mesmo sem créditos.
Como denunciar casos de violência contra a mulher
Quem tem informações sobre agressores foragidos ou presencia brigas recorrentes na vizinhança pode denunciar sem precisar se identificar. O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo durante vinte e quatro horas.
Também é possível repassar detalhes pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo canal nacional Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço do governo federal recebe denúncias, dá orientações sobre direitos e aciona redes de acolhimento social em toda a Baixada Fluminense e na capital.















