Um homem de 62 anos morreu nesta quinta-feira após se engasgar com um pedaço de carne durante o almoço, na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo. Equipes de socorro tentaram manobras de reanimação, mas ele não resistiu.
Acidente durante refeição mobilizou familiares e socorristas
O caso aconteceu na residência da vítima durante o início da tarde. O homem estava na companhia da própria irmã no momento em que a carne causou o bloqueio repentino da passagem de ar. Ao perceber que o irmão não conseguia respirar, a familiar tentou aplicar imediatamente manobras de desobstrução das vias respiratórias. Diante da gravidade da situação e da falta de resposta da vítima, o serviço de emergência médica precisou ser acionado com urgência.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram rapidamente ao endereço. A equipe médica encontrou o homem em parada cardiorrespiratória provocada pela asfixia e iniciou os protocolos de suporte avançado de vida. Os socorristas realizaram massagens cardíacas e manobras mecânicas de reanimação durante vários minutos seguidos. Apesar dos esforços das equipes dentro da própria residência, o falecimento acabou confirmado no local.
A ocorrência foi formalmente registrada pelas autoridades policiais locais para a realização dos procedimentos de praxe. Casos de engasgo total em adultos costumam acontecer de forma silenciosa e rápida, pegando parentes de surpresa durante atos rotineiros, como refeições dentro de casa.
O que já se sabe sobre o caso
De acordo com os relatos repassados pela polícia, a vítima se alimentava normalmente ao lado da familiar antes de apresentar os sinais de asfixia mecânica. A irmã tentou os primeiros auxílios na tentativa de retirar o alimento preso na garganta, mas o bloqueio impediu qualquer passagem de oxigênio em poucos segundos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deslocou ambulância até a casa logo após a ligação, contudo o quadro clínico evoluiu para parada cardíaca irreversível antes de qualquer transporte hospitalar.
A Secretaria de Segurança Pública informou que peritos foram chamados para adotar os trâmites legais do boletim de ocorrência. O corpo foi encaminhado para exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML) da região, que atestará oficialmente a causa mortis decorrente da obstrução das vias aéreas.
Como agir em casos de engasgo de adultos
Em episódios de engasgamento severo, saber exatamente o que fazer nos primeiros instantes faz toda a diferença para evitar a asfixia completa. Especialistas em atendimento de emergência reforçam que a ação rápida precisa ser acompanhada de pedido imediato de socorro profissional.
- Ligue na mesma hora: Chame o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192 ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Mantenha o atendente na linha para receber orientações enquanto a ambulância se desloca.
- Identifique o tipo de engasgo: Se a vítima estiver tossindo com força ou emitindo sons, incentive-a a continuar tossindo. Nunca dê água e não tente colocar o dedo às cegas na garganta da pessoa, pois isso pode empurrar o objeto ou alimento ainda mais para baixo.
- Aplique a Manobra de Heimlich: Caso a pessoa não consiga tossir, falar, emitir nenhum som ou comece a mudar de cor (sinais de bloqueio total), posicione-se imediatamente atrás dela. Envolva a cintura da vítima com os braços, feche uma das mãos com o polegar voltado para a barriga (logo acima do umbigo e abaixo das costelas) e apoie a outra mão aberta por cima. Pressione com força para dentro e para cima, em movimentos rápidos em formato de vírgula, repetindo até o alimento ser expelido.
- Se a vítima desmaiar: Deite a pessoa no chão com cuidado, verifique se o objeto está visível na boca apenas para pinçar caso alcance sem empurrar, e inicie compressões torácicas no centro do peito imediatamente enquanto o socorro não chega.
Quem responde e como acionar apoio
O atendimento inicial a urgências respiratórias e acidentes domésticos na cidade de São Carlos e em todo o território nacional fica a cargo das centrais públicas de emergência. Tanto o Samu (192) quanto a corporação militar dos Bombeiros (193) mantêm telefonistas e médicos reguladores treinados em plantão de vinte e quatro horas para guiar parentes em técnicas de socorro até o desembarque das viaturas.
Após o término do atendimento emergencial em via pública ou domicílio com confirmação de óbito por causas externas, a responsabilidade legal passa para as delegacias de plantão da Polícia Civil do Estado de São Paulo, responsáveis pela expedição das guias necroscópicas e liberação de documentação para as famílias.














