Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil após ameaçar arrancar a cabeça da própria companheira durante uma crise de violência doméstica. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher após a vítima procurar socorro urgente.
A mulher compareceu à unidade policial para relatar uma rotina recente de agressões físicas, ofensas verbais e graves intimidações promovidas pelo agressor. Segundo os investigadores, o homem mantinha a vítima sob forte pressão psicológica e ameaças constantes de morte no ambiente familiar.
Homem é preso em flagrante após ameaçar companheira
Diante dos relatos detalhados fornecidos pela vítima, os agentes da Polícia Civil agiram rapidamente para localizar e prender o suspeito. O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça e injúria, com os agravantes previstos na Lei Maria da Penha para contextos de violência doméstica e familiar.
A polícia destacou que o depoimento corajoso da vítima foi fundamental para interromper a escalada da violência. Em muitos casos de agressão psicológica e verbal, a denúncia imediata evita que a situação termine em feminicídio ou lesões corporais graves.
Como funciona o atendimento na delegacia especializada
Quando a mulher chega à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), ela passa por um acolhimento inicial com equipe treinada para lidar com traumas de violência doméstica. A vítima presta depoimento, registra o Boletim de Ocorrência e pode solicitar imediatamente medidas protetivas de urgência.
Essas medidas podem incluir o afastamento imediato do agressor do lar, a proibição de aproximação e contato por qualquer meio de comunicação, além da determinação de busca e apreensão de armas que o suspeito eventualmente possua em casa.
O que fazer se você for vítima de violência doméstica
Mulheres que enfrentam xingamentos, ameaças ou agressões físicas no dia a dia não precisam sofrer sozinhas. A orientação das autoridades policiais e jurídicas é buscar ajuda na primeira manifestação de comportamento agressivo do parceiro. Veja os passos recomendados:
- Procure uma delegacia: Vá à DEAM mais próxima ou a qualquer delegacia de bairro para registrar o caso.
- Solicite medida protetiva: Peça ao delegado a concessão imediata de proteção judicial para manter o agressor afastado.
- Guarde provas: Mantenha mensagens de texto, áudios, fotos de lesões ou nomes de testemunhas que presenciaram os fatos.
- Em caso de emergência: Ligue imediatamente para o número 190 para acionar uma viatura da Polícia Militar ao local.
Como denunciar agressões de forma anônima e pedir socorro
Para quem precisa de orientação, apoio ou quer denunciar um caso de violência contra a mulher que esteja acontecendo com parentes ou vizinhos, existem canais gratuitos e confidenciais disponíveis em todo o país:
- Central de Atendimento à Mulher — Central 180: Serviço gratuito e anônimo que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Oferece escuta, orientação jurídica e encaminhamento para serviços de proteção. O serviço também atende pelo WhatsApp no número (61) 99610-0180.
- Polícia Militar — 190: Deve ser acionada em situações de emergência, quando a agressão ou ameaça estiver ocorrendo naquele exato momento.
- Disque Denúncia — 2253-1177: Canal anônimo para repassar informações sobre agressores foragidos ou locais de risco no Estado do Rio de Janeiro.
Quem responde por isso e quais são as penas previstas
Os crimes cometidos no âmbito da violência doméstica são apurados pela Polícia Civil e julgados pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. As penas variam conforme a gravidade das condutas registradas no processo criminal.
O crime de ameaça prevê pena de detenção de um a seis meses ou multa, enquanto a injúria pode levar a detenção de um a seis meses. No entanto, o enquadramento na Lei Maria da Penha impede o pagamento de fiança na delegacia em diversos casos e permite que o juiz decrete a prisão preventiva do agressor para garantir a integridade física e psicológica da vítima.















