Homem agride companheira em Volta Redonda e caso vai para a Deam

Uma mulher foi agredida pelo próprio companheiro em Volta Redonda, no Sul Fluminense, após sofrer empurrões e enforcamento dentro da residência da família. O caso mobilizou equipes policiais e gerou o encaminhamento da vítima para acolhimento e atendimento médico de urgência.

Agressões físicas deixam marcas e mobilizam a polícia no Sul Fluminense

O ataque aconteceu durante um desentendimento conjugal. Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o suspeito investiu contra a vítima de maneira repentina, aplicando força física direta contra o pescoço da vítima e jogando a mulher contra estruturas do imóvel.

Vizinhos relatam que barulhos de discussão e pedidos de socorro chamaram a atenção na vizinhança. Diante dos gritos e da ameaça direta contra a integridade da mulher, forças de segurança foram acionadas para intervir no domicílio antes que a situação evoluísse para risco de morte.

A vítima apresentou hematomas visíveis e marcas na região cervical compatíveis com esganadura mecânica. Ela precisou de avaliação clínica imediata para verificar possíveis lesões internas, além de prestar as primeiras informações aos agentes encarregados da apuração dos fatos.

O suspeito foi contido pelas equipes policiais que chegaram ao endereço. Ele acabou conduzido de forma direta até a unidade judiciária responsável pelos registros da comarca, onde o caso começou a tramitar com base nos dispositivos protetivos federais.

O que já se sabe sobre o caso

A ocorrência foi formalizada sob os critérios da Lei Maria da Penha, que endurece penas e impede concessão sumária de fiança em delegacias para casos graves. O depoimento da vítima apontou que a dinâmica da briga começou de forma verbal e subiu de tom em poucos minutos.

Peritos do Instituto Médico-Legal foram chamados para realizar o exame de corpo de delito. Esse procedimento pericial é indispensável para comprovar as lesões no pescoço e assegurar a validade das provas na fase de inquérito criminal.

De acordo com fontes policiais locais, o suspeito permaneceu retido para a lavratura dos autos. O homem deverá responder perante a Justiça pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.

Quem responde por isso e como funciona a apuração

A apuração do caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a Deam de Volta Redonda. A unidade atua na apuração de crimes cometidos em ambiente familiar e oferece suporte jurídico e assistencial para mulheres agredidas na região.

O patrulhamento ostensivo inicial contou com apoio de agentes do 28º Batalhão de Polícia Militar, sediado no município. Os policiais atuaram no controle do perímetro e no transporte dos envolvidos para evitar novos conflitos na vizinhança.

Nos próximos dias, familiares e vizinhos que presenciaram os gritos ou viram o início da briga devem ser intimados a prestar depoimento formal. Essas oitivas ajudam os investigadores a entender se havia histórico prévio de violência velada que nunca tinha sido registrado em delegacia.

O que fazer se você foi vítima

Quem passa por episódios de agressão dentro de casa precisa procurar ajuda de forma imediata antes que os abusos aumentem de intensidade. Em situações de perigo urgente, a Polícia Militar deve ser chamada diretamente pelo telefone 190, que opera 24 horas por dia sem custo.

Para formalizar a queixa, a vítima em Volta Redonda pode comparecer pessoalmente à Deam do município. A unidade especializada funciona na Avenida Lucas Evangelista de Oliveira Franco, no bairro Aterrado, oferecendo plantão contínuo para lavratura de flagrantes e pedidos urgentes.

Ao registrar o boletim, a mulher pode solicitar medidas protetivas de urgência no mesmo instante. A medida judicial obriga o agressor a sair imediatamente de casa, proíbe aproximação física e impede qualquer tipo de contato por mensagens de aplicativo ou redes sociais.

Quem preferir fazer consultas ou orientações preliminares também pode utilizar a Central de Atendimento à Mulher discando o número 180. O canal é gratuito, funciona em todo o território nacional e encaminha diretrizes de abrigamento e atendimento psicológico municipal.

Como denunciar casos de agressão

Qualquer cidadão que escute gritos, pedidos de socorro ou saiba de violência continuada na casa de vizinhos pode registrar uma denúncia anônima. A participação da comunidade muitas vezes impede a consumação de feminicídios.

O Disque Denúncia do Estado do Rio atende denúncias anônimas pelo número de telefone (21) 2253-1177. O serviço garante sigilo absoluto de dados e não exige a identificação do informante em momento algum da ligação.

Na área da Baixada Fluminense e do interior do estado, também é possível repassar detalhes através do WhatsApp oficial do programa de denúncias ou pelo aplicativo móvel. Todas as informações repassadas são checadas pelos setores de inteligência das delegacias e dos batalhões de polícia.

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