Falso Luís Castro: golpista arranca R$ 22 mil de jogador do Grêmio e acaba preso no RJ

Falso Luís Castro
Ex-jogador da base do clube também tentou enganar Kannemann e já havia sido preso por golpe usando nome de Dorival Júnior
Um homem acusado de se passar pelo técnico do Grêmio, Luís Castro, para aplicar golpes em jogadores profissionais de futebol foi preso nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Ex-jogador das categorias de base do clube gaúcho, Lucas de Oliveira Eduardo, 29 anos, é apontado como responsável por enganar o atacante colombiano José Enamorado, que perdeu R$ 22,5 mil.
A prisão ocorreu durante a Operação Falso 9, realizada por policiais da 126ª DP (Cabo Frio) e da 143ª DP (Itaperuna), em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O acusado foi localizado no bairro São Matheus e acabou preso em flagrante após os agentes encontrarem munições durante as diligências.
A investigação começou depois que quatro jogadores do Grêmio receberam mensagens de um número que utilizava a foto de Luís Castro. O golpista buscava conquistar a confiança das vítimas antes de fazer pedidos de dinheiro. Com Enamorado, manteve conversas durante dias sobre rotina, família e desempenho nos treinamentos, além de pedir que o contato fosse mantido em sigilo.
Depois de ganhar a confiança do atacante, o criminoso apresentou uma suposta campanha para a compra de cestas básicas destinadas a um projeto social no Rio. O atleta aceitou colaborar e transferiu R$ 22,5 mil por Pix para a compra de 300 cestas. O golpista ainda tentou obter outros R$ 50 mil, mas a segunda transferência foi bloqueada pelo limite bancário.
O zagueiro Walter Kannemann também foi abordado. Em uma das mensagens, o falso treinador chegou a pedir que o argentino comparecesse mais cedo ao centro de treinamento para uma conversa. O jogador desconfiou e procurou a polícia. Outros atletas abordados não chegaram a realizar pagamentos.
Segundo as investigações, o esquema utilizava contas de moradores de Itaperuna para movimentar o dinheiro obtido com as fraudes. O número usado pelo acusado também manteve contato com jogadores de outros clubes brasileiros, um atleta de uma equipe europeia e um artista de projeção nacional.
O golpista já havia sido preso em 2024 por envolvimento em um esquema semelhante, que utilizava nomes de personalidades do futebol para enganar vítimas. Entre as identidades usadas pelos criminosos estava a de Dorival Júnior, então técnico da Seleção Brasileira.
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