A atriz Gabriela Loran, de 33 anos, abriu o jogo sobre as estratégias que utiliza para manter a saúde mental em dia diante dos constantes ataques e críticas que recebe nas redes sociais. Famosa por interpretar a farmacêutica Viviane na novela Três Graças, a artista revelou que a exposição pública exige a criação de limites bem definidos para evitar que os comentários maldosos afetem sua rotina diária.
O limite da exposição e o uso do bloqueio
Recentemente, Gabriela virou centro de uma polêmica na internet após publicar um vídeo de biquíni na praia. Diversos internautas acusaram a atriz de ter editado o próprio corpo digitalmente. A repercussão fez com que ela reavaliasse a forma como consome e gerencia suas plataformas digitais, adotando uma postura mais firme para garantir seu bem-estar emocional.
Para a atriz, o ambiente virtual precisa ser um lugar onde a pessoa se sinta confortável. Quando essa barreira é ultrapassada por ofensas ou julgamentos desnecessários, a solução adotada é direta e sem hesitação: a ferramenta de bloqueio. Segundo Gabriela, proteger a própria mente é uma prioridade que não deve ser negociada por conta de interações nocivas de terceiros.
Por que a atriz decidiu naturalizar o botão de bloquear?
Gabriela defende que o bloqueio não deve ser visto como um ato de fraqueza, mas sim como uma medida essencial de autocuidado. A artista enfatiza que nada do que é dito por perfis anônimos ou críticos na internet define a real essência de uma pessoa. Por isso, eliminar o acesso dessas pessoas ao seu perfil é a maneira mais rápida de conter a propagação de energias negativas.
“Eu acho que rede social tem que ser lugar seguro para a gente. Então, o que eu faço é bloquear sem ter pena nenhuma, porque a gente sabe que nada do que está ali define quem a gente é. O block está liberado. Vamos humanizar, naturalizar o block”, declarou a atriz, incentivando seus seguidores a fazerem o mesmo quando se sentirem desrespeitados no ambiente virtual.
Como enfrentar as notícias falsas e acusações sem fundamento?
Apesar de priorizar o silêncio e o bloqueio na maioria dos casos, Gabriela admite que nem sempre é fácil ignorar boatos. Ela contou que ainda sente a necessidade de se posicionar publicamente quando percebe a circulação de notícias falsas sobre sua vida ou sua imagem. No caso do vídeo na praia, a atriz fez questão de esclarecer que não havia utilizado qualquer filtro ou edição na gravação.
Mesmo com o conselho dos próprios fãs para que não gastasse energia dando explicações a críticos, Gabriela ressalta que combater a desinformação é um dever importante. Segundo ela, se tivesse usado edição no vídeo, não veria problema em assumir, mas responder se fez necessário para impedir que uma mentira se espalhasse como verdade absoluta nas redes.
O que fazer em casos de ataques e perseguição virtual?
O caso vivido por Gabriela Loran reflete uma realidade enfrentada diariamente por milhares de pessoas no ambiente digital. Especialistas em direito digital e psicologia apontam que a exposição constante a comentários hostis pode provocar ansiedade, estresse severo e queda na autoestima. Para quem passa por situações de assédio ou difamação na internet, existem caminhos claros para buscar proteção legal e psicológica.
A orientação principal para quem é vítima de ataques virtuais é documentar todas as agressões antes que os conteúdos sejam apagados. Prints de tela com a data, o horário e o link exato do perfil do agressor servem como prova jurídica. Em seguida, a vítima deve procurar uma delegacia de polícia, preferencialmente especializada em crimes cibernéticos, para registrar o Boletim de Ocorrência.
Onde buscar apoio e como denunciar crimes na internet
No estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil conta com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), localizada na Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, Zona Norte da capital. Além do atendimento presencial, registros de injúria, calúnia e difamação praticados em redes sociais podem ser feitos por meio da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Para quem precisa de orientação sobre violações de direitos humanos na internet, a plataforma SaferNet Brasil oferece um canal anônimo de denúncias contra crimes virtuais. A instituição também disponibiliza atendimento psicológico online gratuito para apoiar crianças, adolescentes e adultos afetados pelo cyberbullying e pela violência em ambientes digitais, ajudando a restaurar a saúde mental das vítimas.















