Cleitinho Azevedo enfrenta desafios na montagem do secretariado de Minas Gerais, com Gabriel Azevedo como favorito para a Educação e recusas de nomes de peso.
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, está em fase de articulação para definir os nomes que comporão o primeiro escalão de sua gestão. O processo tem sido marcado por convites, algumas recusas e especulações sobre os cargos mais importantes do futuro governo mineiro.
Um dos nomes mais comentados é o de Gabriel Azevedo, que já aceitou o convite para integrar o governo e participa ativamente da equipe de transição. Embora não haja confirmação oficial, fontes indicam que Gabriel é o nome preferencial para assumir a Secretaria de Educação, uma pasta estratégica para o futuro do estado.
A formação da equipe de Cleitinho Azevedo também registrou negativas de figuras proeminentes. O economista Marcos Lisboa recusou o convite para a Secretaria da Fazenda, e Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, optou por permanecer em sua entidade, apesar das opções apresentadas. Essas recusas demonstram a complexidade na busca por nomes qualificados para áreas cruciais do governo. A informação foi divulgada pelo Metrópoles.
Gabriel Azevedo confirma participação no governo e é cotado para a Educação
Gabriel Azevedo, que foi adversário de Cleitinho Azevedo na disputa pelo governo estadual, já confirmou sua entrada no futuro secretariado. Ele participa da equipe de transição e demonstrou entusiasmo em contribuir com a gestão mineira. Ao ser questionado sobre a pasta que chefiará, Gabriel Azevedo manteve o mistério, afirmando que o anúncio oficial caberá ao governador eleito.
No entanto, fontes próximas à equipe de transição, consultadas pelo Metrópoles, apontam Gabriel Azevedo como o principal candidato para liderar a Secretaria de Educação. A declaração de Gabriel reflete seu compromisso, dizendo que aceitou o convite para compor a comissão de transição e, posteriormente, o secretariado, considerando uma honra auxiliar o povo de Minas Gerais.
Girlaine Figueiró é alternativa para a Educação, mas enfrenta obstáculos
Outro nome considerado para a Secretaria de Educação é o da pedagoga Girlaine Figueiró Oliveira. Atualmente presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG) e membro da equipe de transição, ela possui mais de 30 anos de experiência na Secretaria de Estado de Educação. Girlaine alinha-se ao discurso de campanha de Cleitinho, que prometeu nomear uma mulher com vivência na rede pública para a pasta.
Apesar de seu perfil adequado, fontes ouvidas pelo Metrópoles indicam que Girlaine Figueiró não tem planos de deixar a presidência do conselho. Essa situação pode representar um impasse para sua nomeação, embora ela seja vista como uma forte candidata com o conhecimento técnico necessário para a área educacional.
Recusas na área econômica e industrial dificultam montagem do secretariado
Na esfera econômica, o governador eleito Cleitinho Azevedo enfrentou uma recusa significativa. O economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper e com passagem pelo Ministério da Fazenda no governo Lula, declinou do convite para assumir a Secretaria de Fazenda. Lisboa, que colaborou na elaboração do plano de governo de Gabriel Azevedo, agradeceu a oportunidade e se colocou à disposição para contribuir de outras formas, mas preferiu não integrar o secretariado.
Da mesma forma, Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), também recusou um convite para o primeiro escalão. Roscoe mencionou ter recebido diversas opções, mas optou por permanecer à frente da Fiemg. Ele indicou a possibilidade de assumir uma função em Brasília caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, mas prometeu apoiar o governo mineiro com propostas e indicações.
Formação da equipe segue em andamento com poucas certezas
Até o momento, Gabriel Azevedo é o único nome que confirmou publicamente ter aceitado fazer parte do primeiro escalão do governo de Cleitinho Azevedo. As definições das demais secretarias ainda carecem de anúncios oficiais. As recusas de Marcos Lisboa e Flávio Roscoe evidenciam a busca contínua de Cleitinho por profissionais qualificados para posições estratégicas antes de assumir o governo em janeiro.
Outros membros da equipe de transição, como o auditor fiscal aposentado Gilberto Silva Ramos, que possui experiência em gestões municipais, também são observados. Contudo, a participação no grupo de transição não garante automaticamente uma vaga no secretariado, indicando que a escolha final dos nomes para compor o governo mineiro ainda está em aberto e sujeita a novas articulações.













