Funcionário de escola é preso em Cascadura por estuprar aluna de 4 anos

Um funcionário de escola de 43 anos foi preso preventivamente por policiais civis da 26ª DP (Todos os Santos), nesta quinta-feira, acusado de estuprar uma menina de 4 anos dentro do colégio onde a vítima estudava, na Zona Norte.

A captura aconteceu na residência do investigado, localizada no bairro de Cascadura. A ação ocorreu após a Justiça expedir a ordem de prisão com base nas investigações iniciadas logo após a mãe da vítima procurar a polícia.

Homem atacou criança dentro da unidade e fez ameaças de morte

O caso começou a ser esclarecido no último sábado, quando a mãe da menina procurou a delegacia de polícia para relatar mudanças bruscas no comportamento da filha. A criança demonstrava resistência para ir às aulas e se queixava de fortes dores na região genital, o que acendeu o alerta da família.

Na unidade policial, a menina passou por uma escuta protegida com especialistas treinados para lidar com casos dessa gravidade. Durante o procedimento, ela relatou que o funcionário a conduziu até um dos banheiros da instituição de ensino, local onde ocorreram os abusos. A vítima ainda contou aos policiais que o agressor fez ameaças de morte contra ela para impedir que os fatos fossem contados aos pais em casa.

Após as declarações, a criança realizou exames no Instituto Médico-Legal. A perícia médica confirmou a existência de lesões íntimas que comprovaram a agressão, permitindo que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro pedisse imediatamente a prisão preventiva à Justiça.

O que já se sabe sobre o caso

Os policiais civis monitoraram a rotina e os deslocamentos do investigado para realizar a prisão em Cascadura assim que o mandado judicial foi deferido pelo Poder Judiciário. O suspeito não ofereceu resistência no momento em que foi encontrado na residência.

A investigação aponta que o crime ocorreu dentro do horário de funcionamento escolar, em espaço comum do estabelecimento. A 26ª DP (Todos os Santos) trabalha agora para apurar se outras crianças matriculadas na mesma unidade educacional também sofreram abusos cometidos pelo mesmo trabalhador.

A identidade do preso e da instituição de ensino não foram divulgadas para preservar a integridade da vítima e resguardar os demais estudantes que frequentam o espaço, conforme prevê a legislação de proteção à infância.

Quem responde por isso

O inquérito policial está sob responsabilidade da 26ª DP (Todos os Santos), que centraliza todos os depoimentos de funcionários, testemunhas e responsáveis por alunos. A delegacia encaminhará o relatório final ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro assim que concluir as oitivas complementares.

O investigado permanece à disposição da Justiça do Rio de Janeiro no sistema prisional e responderá pelo crime de estupro de vulnerável. Ele aguarda a audiência de custódia, procedimento padrão no qual a Justiça avalia as condições legais da prisão.

Como denunciar casos de violência contra crianças

Informações sobre possíveis novas vítimas ou outros casos semelhantes podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177, que atende ligações 24 horas por dia. O canal também recebe denúncias por mensagem de WhatsApp no mesmo número.

Em casos de emergência imediata, moradores devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Suspeitas de violação de direitos de crianças e adolescentes também podem ser encaminhadas ao Disque 100, serviço federal gratuito que atende ocorrências em todo o país.

O que fazer se você notar sinais de abuso

Pais e responsáveis devem prestar atenção em alterações repentinas na rotina das crianças, como medo de ir à escola, isolamento, pesadelos frequentes ou relatos de dor física sem causa aparente. Ao identificar indícios, a família deve procurar imediatamente uma delegacia da Polícia Civil ou a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), localizada na Rua do Lavradio, no Centro do Rio.

O atendimento médico de urgência também é fundamental para garantir exames clínicos, acolhimento psicológico e o encaminhamento para o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. A assistência pode ser buscada em unidades de pronto atendimento ou hospitais da rede pública de saúde mais próximos.

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