O produtor Allan Soares confirmou nesta quarta-feira que a mulher, a ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza, sofreu um Acidente Vascular Cerebral transitório no ano passado na prisão. Ele negou, contudo, que ela dependa de cadeira de rodas.
Marido esclarece estado de saúde de Flordelis após boatos sobre paralisia
As declarações de Allan foram publicadas nas redes sociais para rebater falas recentes do ex-delegado Jorge Lordello na televisão. O apresentador afirmou em programa de auditório que a ex-parlamentar estaria muito doente, com severas dificuldades de locomoção e fala, além de usar cadeira de rodas.
Segundo o companheiro de Flordelis, o quadro clínico dela exige cuidados diários, mas não chegou ao extremo divulgado. Ele admitiu que o problema neurológico existiu, mas garantiu que a situação está controlada dentro do sistema prisional com acompanhamento contínuo de medicamentos.
“Se eu falar para vocês que a saúde dela está 100%, isso é mentira. Inclusive, estou indo levar remédios do tratamento que ela faz. Mas ela não está na cadeira de rodas, isso é mentira. Ela teve, sim, um AVC no ano passado, um AVC transitório, mas já está estabilizada a saúde dela com relação a isso”, explicou Allan no vídeo divulgado.
O que já se sabe sobre a rotina da ex-deputada na cadeia
Flordelis cumpre pena de 50 anos e 28 dias de prisão pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo, assassinado a tiros em junho de 2019 na residência do casal, em Pendotiba, Niterói. Ela está detida na Penitenciária Talavera Bruce, unidade feminina localizada no Complexo de Gericinó, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O episódio de AVC transitório ocorreu em 2023, quando a interna precisou de atendimento médico e foi submetida a exames. Esse tipo de ocorrência médica, também conhecido como ataque isquêmico transitório, acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido momentaneamente, mas costuma regredir sem deixar sequelas motoras permanentes se tratado a tempo.
A rotina carcerária de Flordelis inclui saídas para consultas médicas internas e recepção de remédios controlados trazidos por parentes e pelo companheiro, procedimento regulamentado pelas normas penitenciárias fluminenses.
Quem responde pela assistência médica e denúncias na prisão
A responsabilidade pela custódia e integridade física de todos os detentos no estado é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a Seap-RJ. Cabe à equipe médica da própria secretaria fornecer diagnósticos e autorizar a entrada de remédios levados por visitantes cadastrados.
Allan Soares rebateu também as acusações de que estaria negligenciando as necessidades básicas da esposa ou usando a visibilidade dela na internet. Durante o programa Sensacional, da RedeTV!, Lordello afirmou que parentes da ex-deputada estavam revoltados com Allan pela falta de compra de itens de fisioterapia.
O produtor artístico declarou que houve desentendimento apenas com um genro de Flordelis no começo deste ano, e que a pendência foi encerrada na Justiça. “Sobre familiares me acusarem de se aproveitar da situação, isso é mentira. O que teve foi um genro no início do ano falando diversas coisas, mas já nos resolvemos em juízo com relação a isso”, ressaltou ele.
Como denunciar irregularidades no sistema prisional e pedir informações
Familiares que enfrentam dificuldades para garantir assistência médica a parentes sob custódia do Estado no Rio de Janeiro podem acionar a Ouvidoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária. O setor atende pelo telefone (21) 2334-6300 ou presencialmente no Centro do Rio, no Edifício Central da Seap, localizado no Campo de Santana.
Outro canal de auxílio direto para detentos sem recursos ou que sofram violações de direitos fundamentais é o Núcleo do Sistema Penitenciário da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o Nuspen. O atendimento da Defensoria pode ser procurado pelo telefone geral 129, com ligação gratuita em todo o território fluminense, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Para a população em geral que deseja prestar denúncias anônimas sobre crimes, irregularidades ou corrupção no entorno de unidades prisionais, o Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, além do atendimento por meio do aplicativo oficial e do portal de denúncias.














