Um ferro-velho clandestino foi interditado pela terceira vez em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, durante fiscalização do Detran. O local funcionava sem autorização e já acumulava autuações anteriores das equipes de fiscalização do órgão estadual.
Fiscalização fecha comércio ilegal reincidente na Zona Norte
A ação foi realizada pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) para combater a venda irregular de peças automotivas. O estabelecimento alvo já havia sido fechado em duas fiscalizações passadas, mas voltou a funcionar sem licença.
Durante a vistoria, os fiscais constataram que o endereço não possuía registro oficial nem credenciamento para comercializar sucata ou peças de veículos. O comércio desse tipo de material sem rastreabilidade é apontado pelas autoridades como o principal destino de carros roubados na cidade.
As equipes lacraram o acesso ao imóvel mais uma vez. Quem reside no entorno relata incômodo com o barulho constante de desmonte e a movimentação frequente de caminhões e carcaças em calçadas do bairro.
O que já se sabe sobre o caso
O local vinha sendo monitorado após denúncias anônimas de moradores de Marechal Hermes. A reabertura de estabelecimentos lacrados configura crime de desobediência e quebra de interdição administrativa.
Segundo os agentes, a atividade irregular descumpria as regras estaduais de desmontagem e comércio de peças usadas. A legislação exige que todo ferro-velho mantenha cadastro ativo no Detran-RJ e comprove a origem legal de cada item estocado.
O responsável pelo estabelecimento poderá responder criminalmente na delegacia da área. Os materiais encontrados sem comprovação de procedência foram listados para investigação da Polícia Civil.
Como a atividade clandestina afeta quem mora na região
Ferros-velhos sem controle formal causam transtornos diários para a vizinhança. Em Marechal Hermes, a ocupação irregular de calçadas por sucatas atrapalha a passagem de pedestres, incluindo idosos e crianças a caminho das escolas do bairro.
Além da dificuldade de circulação, o acúmulo de carcaças a céu aberto eleva o perigo de proliferação do mosquito da dengue devido à água parada. A concentração desses pontos clandestinos também costuma atrair receptação de veículos furtados na Zona Norte e na Baixada Fluminense.
Com a nova interdição, a calçada e o acesso ao lote devem ser liberados, diminuindo o fluxo de carretas e o ruído de ferramentas pesadas durante o horário residencial.
Como denunciar ferros-velhos irregulares
Quem suspeitar de desmanches clandestinos, descarte ilegal de peças ou movimentação de veículos roubados pode acionar as autoridades de forma totalmente sigilosa.
- Disque Denúncia: ligue para (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia e garante sigilo absoluto.
- WhatsApp do Disque Denúncia: mensagens de texto e fotos podem ser enviadas pelo número (21) 2253-1177.
- Detran-RJ: a Ouvidoria do departamento recebe registros pelo site oficial (www.detran.rj.gov.br) ou pelo telefone 0800-020-4040.
- Polícia Militar: em caso de flagrante de veículos sendo cortados ou atitude suspeita no momento, chame o 190.
O que fazer se você foi vítima de roubo ou furto de veículo
Motoristas que tiveram o veículo levado por criminosos devem comunicar o fato imediatamente às autoridades para evitar fraudes com o documento e facilitar as buscas.
O primeiro passo é registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil mais próxima ou por meio da Delegacia Online (dedicada ao pré-registro). Leve documento de identificação com foto e informe placa, chassi, cor e modelo do carro.
Após o boletim policial, o cidadão precisa avisar a sua seguradora, caso possua apólice ativa, e comunicar o Detran-RJ para a inserção da restrição de roubo e furto no sistema nacional de trânsito, impedindo a transferência fraudulenta de propriedade.














