Um homem de 37 anos foi preso em flagrante suspeito de matar a companheira a facadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu nesta quinta-feira (22), na Comunidade Três Campos, no bairro Comendador Soares.
A vítima, identificada como Valéria Silva de Jesus Lima, de 42 anos, chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. Ela não resistiu aos ferimentos provocados pelos golpes de faca e morreu durante o atendimento médico.
Prisão do companheiro e descarte da versão inicial
Maxwel de Souza Gomes, de 37 anos, acabou detido por policiais dentro da própria unidade de saúde onde Valéria recebia socorro. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), órgão da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro encarregado do caso.
Em depoimento inicial na especializada, o suspeito alegou que a companheira teria provocado os próprios ferimentos. Os policiais civis descartaram essa versão após a análise preliminar das lesões e dos depoimentos colhidos no local. O caso foi registrado e segue formalmente investigado como feminicídio.
Segundo a apuração médica e policial, Valéria sofreu três perfurações graves. Foram dois golpes desferidos na região do tórax e um terceiro golpe abaixo da axila direita. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro fez a remoção do corpo na Rua dos Quartéis para os exames no Instituto Médico-Legal (IML) do município.
O que já se sabe sobre o crime
Os investigadores da DHBF realizaram perícia na residência onde o casal morava, na Comunidade Três Campos. No imóvel, os agentes apreenderam o cabo quebrado de uma faca, que estava sem a lâmina metálica. O objeto foi recolhido para passar por exames papiloscópicos e periciais.
A polícia busca reunir outros elementos técnicos para confrontar a dinâmica do ataque e confirmar a arma usada. Testemunhas da comunidade já começaram a prestar declarações para ajudar a esclarecer o histórico recente da convivência entre o casal.
Valéria era mãe de seis filhos. Conforme apurado pelas equipes policiais, os três filhos mais novos não moravam com a vítima, vivendo sob a responsabilidade do pai deles, ex-marido de Valéria. Ainda não há detalhes confirmados sobre os horários e locais do velório e sepultamento.
Quem responde por isso e como anda o inquérito
O inquérito policial tramita na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, localizada na Rua Tenente Aldir Soares Adriano, no Centro de Belford Roxo. A especializada tem a atribuição de investigar mortes violentas e feminicídios em toda a região da Baixada.
O suspeito Maxwel de Souza Gomes segue sob custódia da Justiça fluminense e deve passar por audiência de custódia nas próximas horas. A defesa do acusado ainda não havia apresentado posicionamento formal nos autos até o fechamento desta reportagem.
A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e do IML de Nova Iguaçu para fechar o relatório conclusivo que será enviado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Como denunciar violência contra a mulher na região
Moradores que testemunharem episódios de violência doméstica ou agressões podem acionar canais diretos de emergência e apoio. Informações anônimas sobre crimes na Baixada Fluminense também ajudam a polícia a salvar vidas e prender agressores em flagrante:
- Polícia Militar (emergência imediata): Ligue 190. O atendimento funciona 24 horas por dia em todo o estado para situações de urgência.
- Disque Denúncia: Ligue para o número (21) 2253-1177 ou utilize o WhatsApp pelo mesmo contato. O serviço é totalmente anônimo e atende 24 horas por dia.
- Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180. O canal público federal orienta vítimas, recebe queixas e direciona para a rede de acolhimento local.
- DEAM Nova Iguaçu (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher): Fica na Rua Doutor Fróes da Cruz, sem número, no Centro da cidade. O atendimento ao público funciona em regime ininterrupto, dia e noite.
O que fazer se você foi vítima ou conhece alguém em risco
A denúncia de violência doméstica não exige que o caso chegue a agressões físicas extremas. Ameaças verbais, empurrões e perseguições são crimes previstos pela Lei Maria da Penha e justificam a concessão urgente de medidas protetivas.
Para solicitar medida protetiva em Nova Iguaçu, a mulher pode comparecer diretamente à DEAM ou à delegacia de bairro mais próxima, levando documento oficial de identificação. Caso não possua documentos em mãos no momento da fuga ou socorro, o registro policial ainda assim deve ser realizado imediatamente pelos agentes civis.
Vítimas que não puderem comparecer pessoalmente também contam com o registro pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Rio (pelo site oficial da corporação) ou com o apoio do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) de Nova Iguaçu para obter acolhimento psicológico e jurídico gratuito.














