Felipinho Ravis na Alerj: volta do deputado altera alianças e movimenta Nova Iguaçu

Felipinho Ravis

O retorno de Felipinho Ravis na Alerj está próximo após a decisão do governador Cláudio Castro de trocar o comando da Secretaria de Trabalho e Renda. A reestruturação faz parte de uma articulação que mira 2026 e busca fortalecer a aliança com Luciano Vieira, deputado federal e presidente do PSDB no Rio, que tenta impulsionar a sigla no estado. Com isso, o deputado Luiz Martins deve assumir a pasta, enquanto Ravis volta ao plenário da Assembleia Legislativa.

Nos bastidores, aliados afirmam que o compromisso inicial de Castro com Ravis teria sido cumprido. A ida do deputado ao secretariado em 2024 foi costurada para retirá-lo da disputa pela prefeitura de Nova Iguaçu naquele ano. Agora, o governador busca consolidar novas alianças, especialmente com o grupo tucano. Segundo um interlocutor: “O compromisso já foi atendido pelo governador. Ele precisa de aliados fortes, e Luciano trabalha para buscar mais de 200 mil votos fortalecendo o partido”, resumiu.

A equipe próxima de Ravis, porém, sustenta que a parceria com o governador permanece firme até 2026 e nega perda de influência. Ainda assim, o fator tempo pesa: deputados que pretendem concorrer nas próximas eleições devem deixar cargos no Executivo até abril, o que reduz a margem para novas movimentações políticas no governo.

A chegada de Luiz Martins à secretaria representa também um momento de ascensão para sua família. Ex-deputado estadual por três mandatos e ex-líder do PDT, ele teve a ação penal da Operação Furna da Onça suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. Em paralelo, seu filho, Daniel Martins, assumiu uma vaga na Alerj em setembro, ampliando a presença do grupo no Legislativo. A expectativa é que Luiz permaneça na pasta até março de 2026, abrindo espaço para Daniel assumir o cargo no secretariado.

O rearranjo promovido por Castro tem impacto direto em Nova Iguaçu, base eleitoral tanto de Ravis quanto de Martins. Os dois disputam influência sobre o mesmo público, e a entrada de Martins no primeiro escalão fortalece seu grupo político na região. O PSDB, agora mais próximo do governo estadual, trabalha para crescer nas urnas em 2026 com a meta de eleger três deputados federais e cinco estaduais.

O retorno de Ravis à Alerj também provoca mudanças internas no plenário. Sua volta encerra o mandato temporário de Chiquinho da Mangueira, suplente que ocupou a cadeira desde julho, quando Ravis assumiu a secretaria. Chiquinho havia herdado a vaga porque o primeiro suplente, Bernardo Rossi, também integra o governo como secretário de Meio Ambiente. Ex-deputado por cinco mandatos, Chiquinho teve a ação penal da Furna da Onça suspensa, assim como outros envolvidos na operação.

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