Família de porcos para trânsito em avenida de Campo Grande

Uma família de quatro porcos parou o trânsito de uma das vias mais movimentadas de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira. Motoristas precisaram frear bruscamente para evitar atropelamentos e acidentes graves.

Animais soltos surpreendem motoristas e pedestres no trânsito de Campo Grande

O flagrante foi registrado em vídeo gravado por quem passava pela região e ganhou grande repercussão entre moradores do bairro. As imagens mostram os animais caminhando lado a lado no asfalto, sem qualquer pressa, enquanto carros, vans e coletivos reduziam a marcha.

A travessia inusitada aconteceu em horário de fluxo contínuo. Pedestres pararam nas calçadas, com receio de acidentes e até de possíveis reações agressivas dos bichos, que pareciam desorientados no meio do tráfego urbano.

Moradores relatam que a cena provocou surpresa, mas não é um fato isolado na rotina de quem circula pelas vias expressas e secundárias do maior bairro da Zona Oeste da capital fluminense.

Por que Campo Grande registra tantos flagrantes de animais soltos?

Campo Grande possui áreas com fortes características rurais e grande proximidade com sítios, chácaras e áreas remanescentes de mata. Em locais próximos à Estrada do Mendanha, Estrada do Campinho e Estrada da Posse, a criação de animais em pequenas propriedades ainda é uma prática comum entre alguns moradores.

Quando cercas ou portões se rompem, os animais acabam escapando diretamente para as pistas de asfalto. A rápida urbanização da região faz com que essas zonas de sítio fiquem coladas em avenidas movimentadas, onde o tráfego de ônibus e veículos pesados é intenso ao longo de todo o dia.

O flagrante dos porcos aconteceu poucos dias após outro episódio atípico no mesmo bairro. Recentemente, um emu, ave de grande porte de origem australiana, foi filmado correndo em zigue-zague entre os carros, quase sendo atropelado antes de conseguir abrigo temporário.

O que diz a lei sobre a criação e o abandono nas vias públicas?

Deixar animais de médio ou grande porte soltos em via pública representa perigo direto para motoristas, ciclistas e pedestres. Pelo Código de Trânsito Brasileiro e pela legislação municipal, os proprietários podem ser responsabilizados civil e criminalmente em caso de colisão ou danos materiais provocados pelos bichos.

A Lei de Contravenções Penais também prevê punição para quem deixar animais perigosos ou desgovernados sob risco de causar dano a terceiros. Quando o tutor é identificado pela fiscalização da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, ele pode ser multado e arcar com as despesas diárias de abrigo e transporte do animal recolhido.

Muitas vezes, entretanto, os criadores não marcam os animais com identificação visível, o que dificulta o trabalho dos fiscais na hora de aplicar penalidades ou notificar os responsáveis após a fuga.

Como acionar o resgate e registrar ocorrências pelo telefone 1746

Ao se deparar com animais soltos em pistas rápidas, ruas centrais ou rodovias municipais, o cidadão deve evitar buzinar ou tentar espantar os bichos de forma abrupta. Reações desse tipo podem assustar os animais, provocando correria e colisões em série.

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro, por meio da Patrulha Ambiental, é o órgão responsável pelo resgate de animais em situação de risco ou em locais inadequados dentro do perímetro urbano da cidade. O resgate também pode envolver agentes do Centro de Manejo de Animais Silvestres ou centros de controle de zoonoses vinculados à Secretaria Municipal de Saúde.

O canal oficial para solicitar a retirada imediata é a Central de Atendimento da Prefeitura pelo telefone 1746, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço também pode ser acionado pelo aplicativo 1746 Rio ou pelo portal na internet. É fundamental informar o ponto de referência mais exato possível e a direção para onde os animais seguiram.

O que muda na rotina de quem trafega pela região

Para quem utiliza o transporte público ou dirige diariamente pela Zona Oeste, episódios desse tipo demandam atenção redobrada, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, horários com variação de visibilidade.

Os motoristas que trafegam pelas avenidas que ligam o centro de Campo Grande aos acessos da Avenida Brasil devem manter distância de segurança em relação ao veículo da frente. Essa prática garante espaço suficiente de frenagem caso algum animal apareça de surpresa na pista.

Até o momento, não houve registro formal de pessoas feridas ou colisões causadas pela travessia da família de porcos. O caso segue como um alerta aos órgãos de fiscalização e aos proprietários rurais do entorno para o reforço das cercas em suas propriedades.

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