Falta d’água no Rio atinge 24 bairros após reparo da Cedae

Moradores de pelo menos 24 bairros do Rio de Janeiro enfrentam torneiras secas nesta semana após uma manutenção operacional realizada pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O sistema entrou em recuperação gradual, mas o abastecimento pleno ainda pode levar dias.

Manutenção emergencial da Cedae reduz vazão e esvazia caixas d’água

O serviço no sistema principal foi finalizado pelos técnicos, mas a pressurização completa da rede exige tempo. Em regiões mais altas ou que ficam nas pontas da tubulação, a água demora mais a chegar com força suficiente para subir nas caixas.

As concessionárias privadas responsáveis pela distribuição nas pontas, como a Águas do Rio, informaram que o fornecimento é retomado de maneira gradativa. O processo de equilíbrio de pressão em grandes adutoras costuma levar de 48 a 72 horas após o término das obras civis ou reparos mecânicos.

Famílias inteiras relatam dificuldades para cozinhar, manter a higiene básica e enviar as crianças para a escola. Muitos moradores precisaram recorrer à compra emergencial de água mineral para o consumo diário, o que pesa diretamente no orçamento de quem vive do salário mínimo.

Quais bairros enfrentam o problema

O impacto atinge com mais força trechos da Zona Norte, Centro e partes da Zona Oeste da capital fluminense. Entre as regiões mais prejudicadas estão bairros populosos como Tijuca, Maracanã, Vila Isabel, Andaraí e Grajaú.

Também há registros frequentes de desabastecimento em áreas do subúrbio ferroviário, a exemplo de Madureira, Cascadura, Campinho, Engenho de Dentro, Méier, Cachambi e São Cristóvão. Na Zona Central, comunidades e ruas de Santa Teresa, Estácio e Catumbi sentem os efeitos da baixa pressão nas redes de distribuição.

A orientação das equipes de operação é manter registros de rua abertos e evitar o desperdício de água que ainda resta nas cisternas dos condomínios e casas térreas.

Como solicitar caminhão-pipa gratuitamente

Quem estiver totalmente sem abastecimento e precisar de atendimento emergencial pode acionar os canais oficiais da concessionária responsável pela sua região. Serviços essenciais como hospitais, clínicas da família, escolas públicas e creches têm prioridade no envio de caminhões-pipa.

Os canais de atendimento das empresas que distribuem água no Rio funcionam 24 horas por dia:

  • Águas do Rio: telefone e WhatsApp pelo número 0800 195 0 195. O atendimento é gratuito para chamadas de telefone fixo ou celular.
  • Cedae (produção e tratamento): telefone 0800 282 1195 para informações sobre o sistema de captação e grandes adutoras.
  • Zona Oeste Mais Saneamento (para áreas específicas da Zona Oeste): telefone 0800 025 1697.

Ao ligar, anote sempre o número do protocolo de atendimento. Tenha em mãos o comprovante de residência com o número da matrícula da ligação de água para agilizar a triagem das equipes de campo.

O que fazer para economizar até o sistema normalizar

Com o retorno lento da água, a rotina doméstica exige adaptações imediatas para não esgotar as reservas antes da pressurização da rua. Pequenas atitudes evitam que a água acabe por completo nas próximas 24 horas.

Adie a lavagem de roupas pesadas e de calçadas, quintais ou garagens com mangueira. Na cozinha, limpe os restos de comida dos pratos com papel ou guardanapo antes de ensaboar, reduzindo o tempo de torneira aberta.

Durante o banho, feche o chuveiro enquanto passa o sabonete e diminua a duração para poucos minutos. Para a higiene bucal, use um copo com água em vez de deixar a torneira correndo continuamente.

Como recorrer se o serviço não voltar

Se a concessionária não resolver a demanda dentro do prazo informado ou se o caminhão-pipa solicitado não aparecer, o consumidor deve procurar os órgãos de fiscalização do estado e de defesa do consumidor.

A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) é o órgão responsável por multar e cobrar providências das empresas concessionárias. A ouvidoria da Agenersa atende pelo telefone 0800 024 9040.

Caso haja prejuízo material, como perda de alimentos ou custos abusivos com carros-pipa particulares, o cidadão pode registrar uma queixa no Procon-RJ pelo telefone 151 ou comparecer a uma unidade do Poupatempo RJ com as notas fiscais e números de protocolo das concessionárias.

Foto: Agenda do Poder

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