O caso do técnico de enfermagem Fábio Corrêa, de 24 anos, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (29), após a divulgação de um cartaz pelo Disque Denúncia com os nomes e fotos dos principais suspeitos pelo assassinato. Fábio desapareceu no Domingo de Páscoa, dia 20 de abril, e foi encontrado morto nove dias depois em uma área de mata no bairro Vilatur, em Saquarema, Região dos Lagos do Rio.
Entre os procurados está a mulher com quem ele mantinha um relacionamento, Maria Eduarda Dutra Teixeira, de 24 anos. Segundo as investigações da 124ª DP (Saquarema), ela teria ajudado a armar uma emboscada para o técnico de enfermagem, que era seu colega de trabalho no Hospital Novo Municipal Nossa Senhora de Nazareth, no bairro de Bacaxá.
A polícia acredita que Maria Eduarda nunca terminou o relacionamento com seu ex-namorado, Luciano Cabral de Amorim, conhecido como “Lulu”, de 26 anos, apontado como o mentor do crime. Lulu tem passagens pela polícia, incluindo uma por homicídio, e é identificado como traficante da região. Conforme os investigadores, a motivação do assassinato seria o ciúme de Lulu ao descobrir o envolvimento de Maria com Fábio.
“Maria Eduarda nunca se separou do Luciano. Ela mentiu para todo mundo, principalmente para o Fábio. Iniciou um relacionamento com ele, mas ainda estava com o Lulu. Inclusive, eles moravam juntos. Foi o que motivou o Lulu a planejar o homicídio”, explicou o delegado André Luiz Bueno, titular da 124ª DP, ao jornal O Dia.
A investigação aponta que Lulu teria utilizado o celular de Maria Eduarda para marcar um encontro com Fábio, criando uma armadilha. A mulher, segundo a polícia, participou diretamente do plano. Em um primeiro momento, ela tentou despistar os agentes dizendo que o telefone havia sido hackeado.
No dia seguinte ao desaparecimento de Fábio, seu carro foi localizado completamente carbonizado no município vizinho de Arraial do Cabo. Apenas nove dias depois, com a ajuda de cães farejadores do Corpo de Bombeiros, o corpo foi encontrado em estado de decomposição em uma área de mata onde o encontro havia sido combinado. A identificação foi feita com base em tatuagens da vítima.
Outro nome que consta no mandado de prisão preventiva é Alan Vitor Dias Dutra, de 22 anos, irmão de Maria Eduarda. Segundo a polícia, ele participou da logística do crime, ajudando na condução dos veículos usados e na ocultação do cadáver.
“Ele estava ciente de tudo e teria ajudado, tanto na condução dos veículos, da vítima ou da Maria Eduarda, que foi visto no local onde o Fábio foi abordado, quanto na ocultação do cadáver”, afirmou o delegado André Luiz Bueno.
Com base em imagens de câmeras de segurança e testemunhos, a 124ª DP pediu a prisão preventiva de Lulu, Maria Eduarda e Alan. Os três já são considerados foragidos, e há mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Saquarema por homicídio qualificado. Um quarto envolvido no crime também está sendo procurado, mas ainda não teve identidade revelada.
A tragédia causou comoção em Saquarema e em redes sociais. Familiares e amigos de Fábio publicaram homenagens e pedidos por justiça. A população local também se mobilizou para compartilhar o cartaz do Disque Denúncia, na tentativa de localizar os suspeitos.
O Disque Denúncia orienta que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Luciano Cabral, Maria Eduarda Dutra Teixeira e Alan Vitor Dutra entre em contato pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177. Também é possível enviar mensagens pelo WhatsApp Anonimizado: (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.
A polícia segue com as investigações para identificar o quarto envolvido e concluir o inquérito, que poderá resultar em novas denúncias nos próximos dias. A expectativa é de que o caso tenha desfecho com as prisões dos envolvidos e a responsabilização criminal dos autores.
A família de Fábio Corrêa, por enquanto, prefere o silêncio e pede respeito ao luto. O jovem técnico de enfermagem era descrito por colegas como dedicado, gentil e apaixonado pela profissão.














