Exposição grátis sobre Tom Jobim chega à Praça Santos Dumont na Gávea

A Praça Santos Dumont, na Gávea, recebe a partir de terça-feira (1º) a exposição gratuita “Jobim-açu”, instalada em um caminhão interativo que homenageia o centenário do compositor Tom Jobim com fotos, músicas e acervo inédito.

Uma viagem gratuita pela música e pela natureza de Tom Jobim no coração da Gávea

Quem passa pela Praça Santos Dumont, no Baixo Gávea, vai encontrar uma atração cultural diferente nos primeiros dias de setembro. Um caminhão adaptado abriga a mostra itinerante “Jobim-açu”, que abre as portas diariamente, das 10h às 17h, até o domingo, dia 6 de setembro.

A iniciativa antecipa as celebrações do centenário de nascimento de Antônio Carlos Jobim, o nosso Tom Jobim, nascido em 1927. A entrada é totalmente gratuita, permitindo que moradores do bairro, trabalhadores da região e famílias em passeio aproveitem o acervo sem gastar nada.

O que o público vai encontrar dentro do caminhão da exposição?

A estrutura foi montada para funcionar como uma espécie de clareira poética dentro da praça urbana. Quem entrar no veículo itinerante vai conferir fotografias históricas, registros biográficos, trechos de canções marcantes e imagens relativas ao trabalho de Tom.

A curadoria da mostra é assinada pelo jornalista Hugo Sukman e pela cineasta Daniela Thomas. O ponto central da atração é destacar a relação de amor entre Tom Jobim e a natureza brasileira, especialmente a riqueza da Mata Atlântica, que tanto inspirou obras antológicas da nossa MPB.

Além de áudios e imagens clássicas, a estrutura conta com conteúdos inéditos para o grande público. A proposta é proporcionar uma experiência imersiva curta e acessível para quem estiver circulando pelo bairro durante a semana ou no fim de semana.

De onde vem o nome Jobim-açu e qual a ligação com o Rio?

O nome escolhido para o projeto faz uma homenagem direta à canção “Querelas do Brasil”, clássico escrito por Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Na letra famosa, o poeta acrescenta o sufixo tupi “açu” — que traduz a ideia de algo grande e gigante — ao sobrenome do maestro carioca.

Tom Jobim sempre manteve um vínculo profundo com a Zona Sul carioca e com as áreas verdes do Rio de Janeiro. A escolha de iniciar a mostra na Gávea resgata a proximidade do artista com o Jardim Botânico e as encostas da Floresta da Tijuca, locais frequentes em sua rotina de criação.

O projeto une arte, memória afetiva e conscientização ambiental na mesma estrutura sobre rodas. O público poderá relembrar acordes inesquecíveis enquanto aprende mais sobre o engajamento ecológico que o compositor manteve ao longo da vida.

Quais são os dias, horários e locais de visitação no Rio?

A exposição atende na Gávea do dia 1º de setembro até o dia 6 de setembro, com funcionamento ininterrupto das 10h às 17h. O atendimento ocorre inclusive no sábado e no domingo, facilitando o acesso de quem trabalha em horário comercial.

Após encerrar a etapa na Zona Sul, a estrutura da mostra Jobim-açu arruma as malas e segue para o Centro da cidade. A segunda parada no Rio de Janeiro será na Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, na Zona Portuária, entre os dias 16 e 20 de setembro.

No Centro, os horários de visitação permanecem exatamente os mesmos, funcionando das 10h às 17h, sempre com gratuidade garantida para todos os visitantes.

Como chegar à Praça Santos Dumont e curtir o passeio com a família?

A Praça Santos Dumont é um dos pontos mais conhecidos da Gávea e conta com ampla oferta de transporte público. Dezenas de linhas de ônibus vindas da Baixada Fluminense, da Zona Norte e do Centro passam pelas vias do entorno, como a Rua São Clemente e a Avenida Rodrigo Otávio.

Para quem utiliza o metrô, a opção mais prática é desembarcar na Estação Antero de Quental, no Leblon, ou na Estação Botafogo, utilizando os ônibus de integração que deixam o passageiro a poucos metros da praça.

Por se tratar de um espaço aberto ao ar livre, a visita à exposição pode ser combinada com caminhadas pela praça, áreas de lazer para crianças e comércios locais. A recomendação é dar preferência aos horários da manhã ou meio da tarde para evitar filas no acesso ao caminhão cultural.

Foto: Diario do Rio (raspagem)

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