Exposição em Casimiro de Abreu abre temporada com memórias e cores

exposição em Casimiro de Abreu

A exposição em Casimiro de Abreu inaugurou a temporada cultural do município nesta sexta-feira, transformando a Estação Ferroviária de Rio Dourado em um espaço repleto de afeto, lembranças e identidade. Batizada de Trajetória, a mostra apresenta a sensibilidade de Adilson Lopes, artista que utiliza a arte como forma de narrar sua própria vivência por meio de cores marcantes, traços delicados e referências ao cotidiano.

Adilson, formado na Onda — em Rio das Ostras — reúne décadas de criação entre tintas, bonecos, adereços e palcos. Ele conta que desenhar sempre foi a maneira mais direta de expressar o que sentia, e essa relação íntima aparece em cada obra exposta. As pinturas evocam recortes da memória do artista, misturando elementos de identidade, fantasia e experiências pessoais.

A cenografia criada por Rodrigo Pontes, com produção do ator Léo Mendes, amplia a proposta da mostra ao transformar o espaço em um ambiente imersivo. Os visitantes percorrem o local como se estivessem caminhando pelas lembranças do próprio artista. Segundo a equipe responsável, a ideia é aproximar o público de temas que compõem o imaginário coletivo, mas que ganham novas interpretações a partir do olhar de Adilson.

Outro destaque da exposição é o compromisso com a acessibilidade. Todas as obras contam com audiodescrição gravada pelo próprio artista, o que amplia a experiência para pessoas cegas ou com baixa visão. A Fundação Cultural de Casimiro de Abreu, responsável pela circulação da mostra, destaca que a iniciativa reforça o vínculo entre arte, território e inclusão.

A mostra Trajetória permanece na Estação Ferroviária de Rio Dourado até janeiro. Em seguida, visita o Museu Casa de Casimiro de Abreu, o Polo Cultural de Professor Souza e encerra sua passagem no Centro, na Casa de Cultura Estação — um percurso que, assim como o título sugere, convida o público a revisitar memórias e afetos transformados em arte.

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