Exoneração de Thamires Rangel antecede ação da PF que prendeu deputado e outros investigados em operação que apura suspeitas de irregularidades no estado do Rio de Janeiro. A decisão foi assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto e publicada na manhã desta terça-feira (5) no Diário Oficial.
Thamires Rangel, filha do deputado estadual Thiago Rangel, ocupava o cargo de subsecretária adjunta de Conscientização Ambiental. A exoneração ocorreu um dia antes da operação da Polícia Federal que resultou na prisão do parlamentar e de outros seis suspeitos.
A ação investiga possíveis fraudes em contratos ligados à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc). As apurações envolvem suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos.
Segundo informações da investigação, há indícios da existência de um suposto esquema de caixa dois que teria sido prometido pelo deputado Rodrigo Bacellar a Thiago Rangel para financiar a campanha eleitoral de Thamires em 2024.
Os valores citados na apuração podem chegar a R$ 2,9 milhões. Além disso, há menção à possível destinação de recursos a outros candidatos ligados ao grupo político do deputado, especialmente na região de Campos dos Goytacazes.
Entre os nomes citados está o de Dimisson Bombeiro, apontado como um dos possíveis beneficiários do esquema investigado.
Thamires havia sido nomeada para o cargo em outubro do ano passado, durante a gestão do então governador Cláudio Castro, quando tinha 19 anos.
Após deixar o cargo no governo estadual, ela informou por meio das redes sociais que retornará ao mandato de vereadora em Campos dos Goytacazes.
O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos à medida que as apurações avançam, especialmente diante da conexão entre decisões administrativas e a operação realizada pelas autoridades federais.














