Ex-agente do Mossad e Advogado de Bolsonaro Cruzaram Fronteira 7 Minutos Antes de Flávio; Entenda a Conexão

Israelense e Advogado de Bolsonaro na Fronteira Pouco Antes de Flávio: Detalhes Revelados

Um ex-agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel, identificado como Menachem Booky Halevy, cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina acompanhado por Roberto Jorge Alexandre, advogado que atuou na defesa de Jair Bolsonaro. O fato ocorreu na mesma noite em que o senador Flávio Bolsonaro deixou o país.

A van em que viajavam Halevy e Alexandre passou pelo controle de fronteira aproximadamente sete minutos antes de outro veículo, ao qual foram associados os registros de entrada de Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda e suas duas filhas. A informação foi divulgada pelo programa Fantástico neste domingo, com base em documentos migratórios argentinos.

O motorista da van, Neri Luiz Dala Corte, relatou ter sido contratado para transportar os dois passageiros até o aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, com embarque previsto em um posto de gasolina em Foz do Iguaçu, Paraná. Flávio Bolsonaro e sua família utilizaram o aeroporto para seguir viagem a Miami, nos Estados Unidos. Conforme informação divulgada pelo Fantástico, com base em documentos migratórios argentinos.

A Fuga de Flávio Bolsonaro e Proibição de Moraes

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira, 27 de outubro, dois dias após a derrota de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia previamente proibido o senador de deixar o país e determinado a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

Registros Migratórios e Hipóteses de Deslocamento

Os registros de entrada na Argentina mostram o nome de Flávio Bolsonaro associado à mesma van em três momentos distintos naquela noite, com intervalos de 34 minutos entre o primeiro e o último registro. O registro que permaneceu válido foi feito às 22h37, utilizando passaporte italiano. Lançamentos posteriores, feitos com carteira de motorista e passaporte brasileiro, foram cancelados.

Investigadores analisam a hipótese de que o senador tenha utilizado aeronaves para chegar a Puerto Iguazú, permanecendo a bordo na pista enquanto aguardava a chegada de sua família. Essa reconstituição sugere que a viagem teria iniciado em Brasília, em um jato ligado ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, com pouso em San Fernando, próximo a Buenos Aires, seguido por um segundo voo particular até Puerto Iguazú.

Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento ligadas a Willer Tomaz. Nesse inquérito, Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes e a proibição de saída do país.

Conexões e Negações sobre o Apoio à Fuga

Elementos examinados pela Polícia Federal incluem e-mails que indicam acesso de Flávio Bolsonaro à conta bancária de uma empresa de Willer Tomaz e o pagamento de voos do senador por outra companhia ligada ao advogado. Ambos negam irregularidades, afirmando manter apenas uma relação de amizade.

A assessoria de Willer Tomaz negou à TV Globo que um avião dele ou de empresas vinculadas à sua família tenha sido utilizado por Flávio Bolsonaro ou seus familiares para deixar o Brasil. Essa versão diverge de uma publicação do jornal argentino Clarín, que informou que a família teria percorrido mais de 1,6 mil quilômetros por estrada após um proprietário de aeronave se recusar a realizar o voo.

A Justiça argentina determinou a preservação das imagens das câmeras de segurança da fronteira e do aeroporto. A empresa Baires Fly, responsável pelo transporte da família aos Estados Unidos, recebeu US$ 150 mil pela viagem, segundo seu proprietário, Luis Grande. Ele informou à agência France-Presse que o voo foi pago por um intermediário do setor de aviação nos EUA, com a transferência originada de uma conta empresarial americana para um banco argentino. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou qualquer participação do governo dos Estados Unidos nos preparativos da saída de Flávio Bolsonaro.

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