Erika Kokay critica indicação de parentes para suplência no Senado e jornada de trabalho 6×1
A candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Erika Kokay (PT), durante o debate promovido pelo Metrópoles, manifestou forte oposição à prática de candidatos ao Senado indicarem parentes como suplentes. Ela argumentou que essa medida confunde interesses familiares com o uso de recursos públicos, defendendo a necessidade de maior transparência no processo eleitoral.
Kokay ressaltou que, nos últimos oito anos, mais da metade dos mandatos de senador foi preenchida por suplentes. Diante desse cenário, a candidata questionou a legitimidade da indicação de familiares para essas posições, defendendo a proibição dessa prática para garantir que o orçamento público seja utilizado de forma ética e responsável, sem atender a necessidades domésticas de políticos.
A proposta de Erika Kokay, apresentada na semana anterior ao debate, visa impedir que familiares de candidatos ocupem vagas de suplência na mesma chapa para o Senado. A candidata exemplificou a situação com candidaturas no Distrito Federal, onde parentes de figuras políticas proeminentes, como Diego Torres (irmão de Michelle Bolsonaro) e Samuel Kicis (filho de Bia Kicis), figuram como suplentes. Essa iniciativa busca coibir o que ela considera uma apropriação indevida do espaço público para benefício pessoal.
Fim da escala 6×1 e descanso ampliado
Em outro ponto do debate, Erika Kokay defendeu o fim da jornada de trabalho conhecida como escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. A candidata argumentou que a ampliação do período de descanso e a redução da jornada de trabalho poderiam, na verdade, aumentar a produtividade dos trabalhadores.
Ela expressou a convicção de que trabalhadores mais felizes produzem melhor e que o Brasil tem potencial para superar a escala 6×1. A proposta de Erika Kokay visa não apenas melhorar as condições de trabalho, mas também favorecer a convivência familiar e o bem-estar geral dos empregados.
Igualdade salarial e defesa das mulheres
Erika Kokay também abordou a questão da igualdade salarial entre homens e mulheres. Durante uma interação com o candidato Guto Felício (PSDB), ela questionou o posicionamento dele sobre o tema e também sobre a responsabilização de plataformas digitais pela disseminação de conteúdos prejudiciais às mulheres.
A candidata criticou a deputada federal Bia Kicis (PL), também concorrente ao Senado pelo DF, questionando seus votos contrários à igualdade salarial e a projetos que visavam combater conteúdos ofensivos contra mulheres. Kokay enfatizou a importância de defender os direitos das mulheres e garantir que elas não sejam alvo de discriminação ou violência.
Críticas ao BRB e defesa do povo
Em relação ao Banco de Brasília (BRB), Erika Kokay criticou a situação envolvendo a instituição, defendendo a recuperação de eventuais recursos desviados. Ela classificou os atos contra o BRB como um crime e afirmou que os responsáveis devem devolver o que foi roubado, declarando que o banco foi saqueado.
A candidata mencionou sua participação em iniciativas no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Polícia Federal (PF) para rastrear recursos relacionados ao caso. Kokay também criticou a governadora Celina Leão (PP), afirmando que ela não teria credibilidade para solucionar a crise do banco, acusando-a de mentir sobre seu envolvimento.
Em suas considerações finais, Erika Kokay reiterou seu compromisso com pautas sociais, incluindo políticas para a população de baixa renda, mulheres, mães atípicas e crianças com deficiência. Ela concluiu seu discurso afirmando que seu lado é o lado do povo, alinhada com a visão de que os mais necessitados devem ser prioridade no orçamento público.














