Erika Hilton pode ter causado prejuízo público ao nomear maquiadores como assessores, segundo representação protocolada no Tribunal de Contas da União (TCU) pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado. O documento, divulgado nesta quinta-feira (27), questiona a nomeação de dois maquiadores como secretários parlamentares do gabinete da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
De acordo com o subprocurador, os contratados Ronaldo Hass e Índy Motiel prestariam serviços pessoais à parlamentar, como maquiagem e produção visual, o que configuraria desvio de finalidade e violação ao princípio da impessoalidade. Caso confirmadas as irregularidades, o TCU poderá determinar o ressarcimento de valores aos cofres públicos.
O caso também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) por membros da oposição. Os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zucco (PL-RS), líder do PL na Câmara, pedem investigação por suspeitas de improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.
Erika Hilton rebateu as acusações nas redes sociais. Segundo ela, os dois assessores cumprem funções parlamentares regulares, como participação em comissões, elaboração de relatórios e atendimento à população. “Conheci ambos como maquiadores, mas os convidei por outras habilidades. Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso”, afirmou.
Ronaldo Hass atua no gabinete desde maio de 2023 e recebe salário bruto de R$ 9.678,22. Já Índy Montiel foi nomeada em dezembro do mesmo ano, com remuneração mensal de R$ 2.126,59. Ambos aparecem em eventos públicos e redes sociais como responsáveis pela produção visual da deputada, incluindo atos políticos e apresentações culturais.
A apuração segue em curso e pode resultar em penalidades administrativas e judiciais, caso haja comprovação do uso indevido de recursos públicos.














