Alerta de bomba no carro de Flávio Bolsonaro na Band mobiliza esquadrão antibomba, mas misturas químicas enganam cães farejadores
Um susto tomou conta das dependências da TV Bandeirantes, em São Paulo, na noite deste domingo (18/10), após o término do debate entre o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A presença de um suposto artefato explosivo em um dos veículos da frota de Bolsonaro mobilizou o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar.
No entanto, a situação foi rapidamente esclarecida pelas autoridades. A suspeita inicial de bomba foi desencadeada por uma reação inesperada de cães farejadores, treinados para detectar substâncias explosivas. O que parecia ser um perigo iminente, na verdade, era um equívoco olfativo causado por componentes químicos que estavam em processo de volatilização dentro do carro do senador.
A informação foi confirmada pelo capitão Vitor Capello Haddad, comandante do Gate, em entrevista coletiva. Ele explicou que a denúncia partiu da Polícia do Senado, alertando sobre a possibilidade de um artefato em um dos veículos de Flávio Bolsonaro. Após a varredura inicial, os cães sinalizaram a presença de componentes químicos que simulam aqueles usados na fabricação de explosivos, mas que, neste caso, eram apenas misturas voláteis que enganaram os animais. Conforme informação divulgada pela Polícia Militar, ainda não foi identificado qual componente químico específico causou a reação.
Suspeita inicial e mobilização do esquadrão antibomba
A suspeita de bomba foi inicialmente confirmada ao portal Metrópoles por fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A notícia gerou apreensão, e o esquadrão antibomba da Polícia Militar foi acionado para realizar uma análise detalhada no veículo. O diretor geral de conteúdo do Grupo Band, Rodolfo Schneider, também confirmou que a equipe especializada estava analisando um pacote potencialmente perigoso.
Engano olfativo: a ciência por trás da confusão
O capitão Haddad detalhou que a reação dos cães farejadores se deu pela volatilização de substâncias químicas. Esses componentes, ao se dispersarem no ar, criaram um odor que os cães associaram a materiais explosivos. Contudo, não havia qualquer tipo de artefato explosivo real no carro de Flávio Bolsonaro, apenas a simulação olfativa causada por essas substâncias.
Esclarecimento rápido e retorno à normalidade
A rápida atuação do Gate e a análise criteriosa permitiram que a situação fosse desmistificada em pouco tempo. A confirmação de que não se tratava de uma bomba trouxe alívio para a equipe da Band e para os envolvidos no debate. A Polícia Militar segue investigando a origem das substâncias químicas para entender completamente o ocorrido, mas o principal objetivo, garantir a segurança, foi alcançado com o rápido esclarecimento.
Cães farejadores e a precisão em detecção de explosivos
Cães farejadores são amplamente utilizados em operações de segurança devido à sua capacidade olfativa superior à dos humanos. Eles são treinados para identificar uma vasta gama de odores, incluindo os de explosivos. No entanto, como demonstrado neste incidente, fatores ambientais, como a volatilização de outras substâncias químicas, podem ocasionalmente levar a falsos positivos, exigindo sempre uma investigação aprofundada pelas equipes especializadas.













