Em podcast, Nubia Oliiver expõe bastidores da carreira e fala sobre pressões da época

Nubia Oliiver

Nubia Oliiver expõe bastidores da carreira durante sua participação no podcast “Juntos Somos Mais Fortes”, onde revisitou o período em que se tornou um dos maiores símbolos de beleza do país nas décadas de 1990 e 2000. Mesmo com a fama construída em programas como “A Casa dos Artistas” e no clássico quadro “A Banheira do Gugu”, além das 18 capas de revistas masculinas que lhe renderam entrada no Guinness Book, ela afirma que não se vê como um ícone daquela época.

Ao comentar a intensidade do período, a modelo relembrou o ritmo acelerado de trabalho e a pressão por manter uma imagem idealizada. Segundo ela, apesar do rótulo de sex symbol, o reconhecimento não foi vivido com a mesma magnitude pela própria artista, que buscava apenas seguir sua carreira em meio às exigências do mercado televisivo e editorial.

Nubia contou que, por trás das câmeras, havia cobrança constante para preservar determinado padrão estético, algo que hoje ela observa com distanciamento e maior maturidade. A modelo destacou que, embora tenha feito parte de uma geração que marcou a cultura pop brasileira, não internalizou o status de símbolo sexual, pois nunca teve a percepção de si mesma alinhada à projeção do público.

Aos 51 anos, ela também refletiu sobre o impacto psicológico desse período, especialmente em uma época em que debates sobre saúde mental ainda eram raros. Segundo Nubia, a fama precoce trouxe oportunidades, mas também desafios que continuam sendo revisitados quando fala sobre sua trajetória.

Apesar de reconhecer a importância histórica de sua participação na mídia, ela reforçou que sua jornada foi marcada mais pelo trabalho e dedicação do que pela sensação de ser um ícone. Hoje, busca encarar sua história com leveza, valorizando a evolução ao longo dos anos e a possibilidade de compartilhar sua experiência com novas gerações.

Limpatech